André Dusek/Estadão
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Base aliada blinda ministro da Justiça e evita sua convocação

Para preservar Cardozo, foi aprovada audiência pública na qual ele se apresenta como convidado

Agência Estado

27 de novembro de 2013 | 20h36

BRASÍLIA - A base aliada no Congresso evitou nesta quarta-feira, 27, a convocação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara e na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Para preservar Cardozo, foi aprovada uma audiência pública na próxima quarta na Comissão Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado, na qual o ministro poderá se apresentar como convidado - o que tem peso menor do que a convocação.

Os tucanos querem que Cardozo esclareça a sua participação no episódio que envolve as investigações conduzidas pela Polícia Federal a respeito de denúncias de formação de cartel no transporte de trens em São Paulo. Também querem que o ministro explique a conduta do presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Vinícius de Carvalho, que omitiu de seu currículo a informação de ter trabalhado no gabinete do deputado estadual licenciado Simão Pedro (PT).

Foi Simão Pedro, hoje secretário municipal de Serviços da gestão Fernando Haddad, quem encaminhou a Cardozo denúncias da existência de um cartel na licitação de trens em São Paulo, em documentos que foram repassadas pelo ministro à Polícia Federal.

O Cade fechou em maio um acordo de leniência com a multinacional Siemens, que admitiu a existência de cartel, à espera de redução de futuras punições. Os tucanos têm acusado Cardozo de fazer uso político das investigações para atingir adversários e abafar o impacto causado pela prisão dos petistas condenados pelo mensalão.

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