Base aliada assume comando e adia para agosto CPI da Petrobras

João Pedro, do PT, será presidente e Jucá, líder do governo, relator; 1ª reunião fica para depois do recesso

Leonardo Goy, de O Estado de S.Paulo,

14 de julho de 2009 | 16h26

O governo conseguiu colocar seus aliados no comando da CPI da Petrobras. O senador João Pedro (PT-AM) foi eleito presidente comissão que irá investigar a estatal. Ele recebeu 8 votos contra 3 da chapa da oposição encabeçada pelo senador Álvaro Dias (PSDB-PR). Na prática, cumpriu-se o previsto já que a base do governo tem oito assentos na CPI e a oposição, apenas três. A CPI é instalada após três tentativas anteriores e quase dois meses após sua criação.

 

Ao tomar lugar na mesa, a primeira providência tomada por João Pedro foi anunciar o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), como relator da CPI. João Pedro encerrou a sessão e anunciou que a CPI voltará a se reunir após o recesso - que vai de 18 de julho a 31 de agosto -, em 6 de agosto, às 10 horas.

 

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A instalação da CPI foi adiada por três vezes. O governo vinha fazendo  manobras para evitar a investigação política. A base aliada, com maioria da comissão, não dava quórum à sessão que formalizaria o início do inquérito parlamentar.

 

Os tucanos, então, pediram a José Sarney (PMDB-Ap) que resolvesse o problema e garantisse a instalação. Do contrário, iria ao Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, Sarney determinou na semana passada que a CPI fosse instalada.

Integrantes

Com maioria expressiva na CPI (oito do total de 11 votos), os líderes governistas colocaram em campo a tropa de choque para dificultar as investigações. Uma das estratégias da base aliada para embaralhar o trabalho da comissão é propor que as apurações sobre a Petrobras retrocedam ao governo de Fernando Henrique Cardoso.

 

(Com Agência Senado) 

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