Base aliada alega que governo não cumpriu acordo

Mesmo com a liberação de R$ 200 milhões do Orçamento deste ano para pequenas obras propostas por parlamentares em seus redutos eleitorais, a Câmara viveu hoje mais um dia de paralisia, sem votar nenhuma das 24 medidas provisórias que trancam a pauta do plenário da Casa. Os deputados da base aliada se recusaram a votar sob a alegação de que o governo não cumpriu o acordo fechado na semana passada e, até hoje à tarde, não havia pago todas as emendas individuais dos parlamentares à proposta orçamentária de 2004. "O governo subestimou demais a relação com o Congresso e não cumpriu a parte dele. Quando o presidente do País fala que a coisa está acertada, mas não está, como fica essa relação? Isso aconteceu na prática. Querem chamar de crise de credibilidade? Podem chamar", disse o líder do PP, deputado Pedro Henry (MT). "O que nos faz entrar em obstrução é a falta de execução financeira e boa parte das bancadas da Câmara estão à espera de que o governo empenhe as emendas dos parlamentares", afirmou o líder do PSB, deputado Renato Casagrande (ES).Os partidos de oposição, PSDB e PFL, estão obstruindo porque querem garantias de que a medida provisória que dá status de ministro ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o projeto que cria o Conselho Federal de Jornalismo sejam derrubados. "Não tratamos de emendas. Estamos colocando na mesa uma pauta de votação", afirmou o líder do PFL, deputado José Carlos Aleluia (BA). "A expectativa é que amanhã (hoje) o coronel Siafi entre em campo e as tropas fiquem prontas para votar", ironizou o líder do PSDB, deputado Custódio Mattos (MG), referindo-se ao sistema que registra a execução do Orçamento.

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