Joédson Alves/EFE
Joédson Alves/EFE

Base age na CCJ para acelerar 2ª acusação

Governistas se esforçam para aprovar nesta quarta-feira, 18, o relatório de Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) e garantir assim a análise no plenário na próxima semana

Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

18 de outubro de 2017 | 05h00

BRASÍLIA - Para acelerar a tramitação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, por obstrução da Justiça e organização criminosa no caso J&F, a base aliada adotou a estratégia de esvaziar a sessão de debates da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara nesta terça-feira, 17. Sem discursos dos governistas, a oposição se revezou na defesa do prosseguimento da acusação. Os governistas se esforçam para aprovar nesta quarta-feira, 18, o relatório de Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) e garantir assim a análise no plenário na próxima semana.

O prazo regimental para apreciação da denúncia venceu nesta terça-feira. O presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), pediu mais três sessões plenárias ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para concluir a apreciação da admissibilidade. Embora o peemedebista não precise de autorização formal, ele disse que pediu mais prazo por “excesso de zelo”.

A oposição protocolou votos em separado para marcar posição contra o parecer de Bonifácio que pede a rejeição da denúncia. Até a conclusão desta edição, cinco votos por escrito foram registrados.

A sessão desta terça-feira foi marcada por discursos de governistas desqualificando os delatores Joesley Batista e Lúcio Funaro – cujos depoimentos baseiam a nova acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) – e acusando o Ministério Público Federal, com críticas ao ex-procurador-geral Rodrigo Janot, de criminalizar a política.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.