Barros Munhoz deve ser eleito presidente da Assembleia

Com o resultado praticamente definido, a Assembleia Legislativa de São Paulo escolhe hoje seu presidente para o biênio 2009-2010. Com apoio até do PT, o atual líder do governo José Serra na Casa, Barros Munhoz (PSDB), deverá ser eleito.Há na disputa um segundo candidato, Carlos Giannazi (PSOL). Ele oficializou sua postulação na quarta-feira passada, mas admite tratar-se de uma candidatura sem qualquer chance de vitória. "É uma anticandidatura para chamar a atenção para a inércia e subserviência da Casa ao Executivo", criticou o deputado.A eleição está marcada para as 15 horas. O processo de votação é aberto. Ou seja, cada deputado terá de anunciar seu voto. Não deverá haver surpresas. O próprio PT, que faz oposição ao governo, já anunciou seu voto. "Fechamos um acordo e vamos cumpri-lo. Votaremos no candidato do PSDB", disse o líder do PT, Roberto Felício.Além da presidência, a Casa elegerá também os demais ocupantes da Mesa Diretora. São mais oito cargos, distribuídos aos partidos no processo de negociação para a eleição de Munhoz. "Vamos manter o critério da proporcionalidade da Casa para a composição da Mesa. Esse é o nosso acordo e acredito que todos cumprirão", disse o favorito. Dessa forma, a nova Mesa ficará assim: PSDB na presidência, PT na primeira e quarta secretarias, DEM na segunda secretaria e PV com a terceira secretaria. Depois, nos cargos menos importantes, vêm o PTB com a primeira vice-presidência, PPS com a segunda vice, PSDB com a terceira e PSB com a quarta. Estes dois últimos foram criados neste ano. MISSÃOA provável vitória folgada de Munhoz reflete a grande base de apoio de que dispõe hoje o governador. Dos 94 deputados, Serra tem cerca de 70 ao seu lado.Se eleito, Munhoz será o 48º presidente do Legislativo paulista e terá a missão de comandar a Assembleia em ano de eleição presidencial, tendo Serra como um dos prováveis candidatos. Na posição de líder do governo, Munhoz comprou brigas com colegas ao priorizar a votação de projetos de interesse do Palácio dos Bandeirantes.Desde meados do ano passado já era cogitada a sua eleição. No fim de 2008, entretanto, a possibilidade de reeleição do atual presidente, o também tucano Vaz de Lima, esquentou o clima. Um grupo de parlamentares cogitou tentar mudar a Constituição estadual para permitir sua recondução. A pedido de Serra, Vaz de Lima desistiu de tentar a permanência no cargo. Hoje, assim que deixar a presidência, ele deve ser nomeado o novo líder do governo na Assembleia.

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