Barreto: crime eleitoral é investigado no caso de sigilo

O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, admitiu hoje que está sendo investigada a ocorrência de crime eleitoral no vazamento de dados da Receita Federal. Ele disse que, embora sejam diversas as linhas de investigação, essa linha (de suposto crime eleitoral) também é uma delas.    

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

01 de setembro de 2010 | 13h25

 

 

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Leia aqui a íntegra da procuração

Barreto confirmou que a Polícia Federal (PF) tem um inquérito aberto sobre o vazamento de dados da Receita Federal e disse acreditar em um esclarecimento transparente pelas duas instituições. "Há uma sindicância fazendo apuração na Receita Federal, e a Polícia Federal também tem um inquérito sobre o caso. E tenho muita convicção de que tanto a polícia quanto a Receita vão esclarecer os fatos de maneira bem transparente."

Ele justificou o fato de existirem várias linhas de investigação ao comentar que "fatos novos" mostraram que a quebra de sigilo poderia ter uma outra conotação. Questionado sobre que outra conotação seria essa, ele respondeu: "Todas", acrescentando que "agora tem um maior número de pessoas envolvidas".

O ministro deu as declarações pouco antes da chegada do atual presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, ao Palácio do Planalto, onde realiza reunião bilateral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Caso

Na noite de ontem, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que documentos da investigação feita pela corregedoria da Receita Federal revelam que o sigilo fiscal de Verônica Serra, filha do presidenciável José Serra (PSDB), foi violado no dia 30 de setembro de 2009.

A violação dos dados fiscais da filha de Serra antecedeu os acessos ilegais aos IRs de outras quatro pessoas, todas ligadas ao PSDB ou próximas do candidato José Serra. No dia 8 de outubro de 2009, servidores do Fisco abriram os dados sigilosos do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, de Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-ministro das Comunicações no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor do Banco do Brasil na gestão tucana, e Gregório Marin Preciado, que é casado com uma prima de Serra.

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