Barbosa proclama voto com pena maior a ex-sócio de corretora

Enivaldo Quadrado pegou 6 anos, 9 meses e 20 dias de prisão por lavagem de dinheiro; empresa é acusada de repassar recursos do esquema a políticos do PP

Eduardo Bresciani, O Estado de S. Paulo

21 de novembro de 2012 | 15h29

BRASÍLIA - O relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa, que acumula a presidência interinamente na sessão desta quarta-feira, 21, proclamou seu voto como vencedor em relação ao crime de lavagem de dinheiro cometido por Enivaldo Quadrado apesar de a votação no plenário ter acabado empatada. Quadrado é ex-sócio da corretora Bônus Banval, usada para repassar recursos do esquema a políticos do PP.

O voto de Barbosa condena Quadrado a 6 anos, 9 meses e 20 dias de prisão. Ele foi acompanhado por Luiz Fux, Gilmar Mendes e Celso de Mello. O revisor, Ricardo Lewandowski, defendeu pena de 3 anos e 6 meses de prisão. Os ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Cármen Lúcia tinham proposta pena de 4 anos e 8 meses, mas disseram adotar o critério de aproximar o voto de quem estivesse mais próximo, e os três declararam acompanhar o revisor.

Na proclamação do resultado, porém, Barbosa apenas repetiu os termos de seu voto e o declarou vencedor. Nenhum ministro ou advogado fez questionamento à decisão do relator e presidente interino. Além da pena de prisão, o ex-sócio da corretora foi condenado ao pagamento de 260 dias-multa por este crime, valor superior a R$ 600 mil.

Quadrado foi condenado também por formação de quadrilha. Neste caso, os cinco ministros que votaram fixaram a pena em 2 anos e 3 meses.

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