DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
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Barbosa oferece contraproposta de reajuste do Judiciário

Ministro do Planejamento se reuniu nesta noite com o presidente do STF Ricardo Lewandowski, que deve discutir os valores com os servidores

Beatriz Bulla, O Estado de São Paulo

25 de junho de 2015 | 21h26

Brasília - O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, entregou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, a contraproposta do governo para reajuste de salário dos servidores do Judiciário. Lewandowski avisou a Barbosa que irá estudar o que foi apresentado e consultar a categoria sobre o assunto, já que a reposição sugerida pelo governo fica abaixo do pedido dos trabalhadores e o escalonamento se estende por mais tempo.

A reunião de Barbosa e Lewandowski nesta noite, na presidência do Tribunal, durou cerca de 20 minutos. O ministro do Planejamento apresentou proposta de reajuste de 21,3% nos salários, com aumento escalonado entre 2016 e 2019. Pelo projeto do governo, os servidores teriam aumento de 5,5% em 2016, 5% em 2017, 4,75% em 2018 e 4,5% em 2019.

Os servidores pleiteavam ajuste médio de ao menos 56%, em seis parcelas semestrais. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou o montante pedido pela categoria, com aumentos entre 53% e 78,56%, de acordo com a função, mas o texto ainda precisa de aprovação em plenário. A tramitação da proposta foi suspensa pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a pedido do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que deseja chegar a um consenso com os servidores antes da votação.

A expectativa é que o presidente do STF devolva à equipe econômica uma possibilidade alternativa, que atenda aos interesses dos servidores, mas seja capaz de sair do papel. Lewandowski não abre mão do reajuste, mas tem enfrentado resistência da equipe econômica para entregar o solicitado pelos servidores em razão do impacto gerado no orçamento. 

Nas últimas semanas, o presidente do Supremo tem sido pressionado com protestos de servidores na entrada do plenário do Supremo durante as sessões de julgamento. No dia da posse do ministro Luiz Edson Fachin, 16 de junho, os servidores do Judiciário fizeram buzinaço e protesto em frente ao tapete vermelho de entrada das autoridades.

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