Barbosa: Dirceu serviu-se do cargo para praticar crimes

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão, afirmou que José Dirceu serviu-se, como ministro, de suas posições de mando e de proeminência tanto do PT como do governo para praticar crimes. O relator disse ainda que Dirceu permaneceu à sombra dos acontecimentos tentando esconder sua intensa participação.

RICARDO BRITO, Agência Estado

12 de novembro de 2012 | 15h50

Ao aplicar a pena de 2 anos e 11 meses de prisão ao ex-ministro da Casa Civil pelo crime de formação de quadrilha, Barbosa considerou a conduta de Dirceu, apontado como o chefe do esquema de compra de apoio político do primeiro mandato do governo Lula, de reprobabilidade "extremamente alta".

Os ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello fizeram questão de, ao acompanhar o relator, salientar que a aplicação da pena a Dirceu para o crime de formação de quadrilha guarda relação com a de Marcos Valério, condenado à mesma pena de 2 anos e 11 meses.

A votação da dosimetria do núcleo político surpreendeu o ministro Ricardo Lewandowksi, revisor da ação, que chegou a bater boca com o relator na sessão desta tarde. Celso de Mello saiu em defesa de Barbosa. "Não há que se falar em surpresa, uma vez que todos os réus estão regularmente intimados e, portanto, não foram surpreendidos por uma deliberação intempestiva do relator", afirmou. "De outro lado, senhor presidente, eu também acompanho o voto do ministro relator que ressalta a gravidade do comportamento do réu José Dirceu e das atividades dos demais acusados", completou, ao classificar a quadrilha como infame.

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