Barbeiro improvisa salão em abrigo temporário no Maranhão

Antonio Silvano montou barbearia em um dos cômodos do parque de exposições que abriga vítimas da cheia do rio Mearim.

Alessandra Corrêa, BBC

28 de maio de 2009 | 05h09

Apesar das enchentes que invadiram sua casa e o obrigaram a viver temporariamente em um abrigo, o barbeiro Antonio Silvano, de 37 anos, não abandonou a clientela.

Silvano continua a prestar seus serviços em uma barbearia improvisada no Parque de Exposições de Bacabal, o maior abrigo para as vítimas das cheias no município maranhense.

"Montei a barbearia logo que cheguei aqui", diz Silvano, que teve de deixar sua casa há cerca de um mês, quando o imóvel foi invadido pelas águas do rio Mearim, que corta a cidade.

Em um pequeno cômodo, que divide com a mãe e o irmão, Silvano instalou um espelho e uma cadeira para atender os clientes.

O corte de cabelo sai por R$ 3. Barba, ele diz que não gosta de fazer.

Como a maior parte dos clientes eram seus vizinhos, muitos também estão abrigados no parque.

Apesar disso, ele diz que o movimento ainda deixa a desejar.

"Só tem mais movimento nos domingos", diz.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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