Barbalho nega desapropriação fraudulenta de fazenda

O presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), disse hoje, em seu discurso no plenário da Casa, que o inquérito sobre a desapropriação da Fazenda Paraíso durou nove anos e está sendo concluído agora sem que o nome dele tivesse sido citado em nenhum momento. Em recente reportagem da revista Isto É, a desapropriação dessa fazenda é apontada como fraudulenta, e Barbalho é mencionado como envolvido em negociação irregular de Títulos da Dívida Agrária (TDAs) emitidos para efeito de indenização dos supostos proprietários da área rural. O presidente do Senado reafirmou, da tribuna, as declarações dadas na semana passada de que a fita contendo as gravações de diálogos de pessoas envolvidas na negociação das TDAs foi uma "artimanha" de Gildo Ferraz, advogado de uma moça chamada Bianca Alves, que reivindica a condição de filha do ex-proprietário da emissora de televisão hoje controlada pela família de Barbalho no Estado do Pará.Segundo o senador, Gildo Ferraz estaria pondo em prática uma "represália" e uma "chantagem" pelo fato de a família de Barbalho ter rejeitado uma proposta de acordo feita pelo advogado. Num dos vários momentos do seu discurso em que reclamou de uma suposta "campanha" da imprensa contra ele, Jader disse que foi surpreendido com a manchete de um jornal ontem, informando que o Procurador-Geral da República, Geraldo Brindeiro, mandara abrir inquérito contra ele. Barbalho criticou a manchete, afirmando ter sido ele próprio quem pediu a Brindeiro a abertura do inquérito. Segundo o presidente do Senado, trata-se de uma distorção que está sendo feita pela imprensa para colocá-lo como réu num episódio em que se considera vítima. Jader afirmou que isso visa passar a impressão para a opinião pública de que uma grave acusação contra ele foi feita. Ele disse ainda que está sendo invertido o princípio elementar do direito, segundo o qual o ônus da prova cabe ao acusador e não ao acusado.

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