Banrisul contesta reportagem sobre uso de verba de publicidade

Banco questiona informação de que PF estaria apurando uso de recursos da instituição financeira

30 Dezembro 2010 | 16h33

A diretoria do Banrisul divulgou nota contestando reportagem publicada nesta quarta, 29,  pelo estadão.com.br sobre as investigações a respeito da verba de publicidade do banco. Abaixo, a íntegra da nota divulgada pela instituição financeira:

 

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"A Diretoria do Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A, surpreendida pela matéria publicada nesta tarde na edição eletrônica deste Jornal e após análise do material, julga relevante destacar o que segue:

A chamada da matéria é absolutamente fantasiosa, descabida e irresponsável. O Banco em nenhum momento foi ou é  investigado por desvio de verba de R$ 100 milhões, como cita o título do texto. Aliás, o Banco sequer é investigado pela Polícia Federal.

O Banco em nenhum momento foi ou é investigado por desvio de verba de R$ 100 milhões, como cita o título do texto. Aliás, o Banco sequer é investigado pela Polícia Federal.

O valor indicado na manchete da matéria divulgada é uma obra de ficção jornalística pois supera inclusive o orçamento total de marketing do Banco no ano de 2010.

É com indignação e veemência, em respeito aos seus cerca de 3 milhões de clientes, comunidade onde atua e acionistas, que o Banrisul contesta tais pseudo-informações que certamente denigrem a história e o conceito de um jornal sério como o Estado de São Paulo.

O Banco, por sua assessoria de imprensa ou diretoria, não foi sequer consultado pelo jornalista responsável pela matéria conforme indicado ao final da publicação.

Reitera-se, ainda, que o Banco não aplica nenhum recurso em publicidade do Governo do Estado. O orçamento de marketing do Banco é aplicado em publicidade e propaganda institucional - do Banco - e na divulgação dos seus produtos e serviços.

A operação Mercari foi deflagrada em 02 de setembro, e investiga supostas fraudes cometidas por ex-empregado - demitido no dia 10 de setembro- e empregados de agências de publicidade. Ou seja, a operação trata sim de uma fraude praticada contra o Banco , por uma quadrilha, com a participação de um funcionário da instituição que foi sumariamente demitido por justa causa.

O Banrisul atua, desde a deflagração da operação, como assistente de acusação, pois conforme declarado pelo próprio Superintendente da Polícia Federal no Rio Grande do Sul em entrevistas concedidas na data da operação, "o Banrisul é vítima disso".

O inquérito policial encontra-se em andamento, tendo o delegado citado na matéria solicitado, em 05 de novembro, prorrogação por mais 90 dias do prazo para conclusão das investigações.

A tese apontada pelo Ministério Público de Contas, relatada na matéria, por outro lado, nada tem a ver com a Operação Mercari. A manifestação do MPC trata de que deveria haver uma apreciação legislativa da verba de publicidade e serviços do Banco, tese que é refutada pelo Tribunal de Contas do Estado.

Quanto a menção à investigação pelo TCE sobre onde e como o montante destinado a publicidade do Banco foi utilizado, cumpre esclarecer que o TCE realiza, anualmente, auditorias no Banco e tem acesso a toda a base de dados e informações sobre as despesas e processos. As contas de 2009 do Banco foram todas aprovadas.

O Banrisul vê-se surpreendido, com a matéria publicada nesta data, pois não identifica qual o fato jornalístico que determinou a publicação: a operação Mercari foi deflagrada em setembro; o inquérito policial ainda não foi concluído; o parecer do TCE sobre as contas da Sra. Governadora foi aprovado pelo Pleno do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do sul em 28 de julho (exatos cinco meses atrás). Importante salientar, ainda, que o relatório aprovado, em nenhum momento trata da Operação Mercari e de desvios de recursos ou fraudes.

Esclarece também, que desde o primeiro momento procurou o TCE e o Ministério Público Estadual, órgãos com os quais mantém total, irrestrito e transparente canal de colaboração.

O Banco é e sempre foi solidário com a imprensa e reafirma seu compromisso ético com a boa governança corporativa e a transparência dos seus negócios e ações.

No presente caso, entretanto, equívocos no levantamento de informações podem causar danos irreparáveis a imagem da instituição e ao Estado, quanto mais num cenário de troca de governo pois o Banco é uma instituição financeira, controlada pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, que possui ações negociadas na bolsa de valores, e investidores estrangeiros com significativo volume de ações."

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