Bank of America não teme vitória da oposição em 2002

O presidente do Bank of America do Brasil, Ian Dubugras, embora admita que a eleição presidencial de 2002 é um dos fatores para a definição do risco Brasil, acredita que o mercado financeiro não teme a vitória de um candidato da oposição, com a possível descontinuidade da atual política econômica. "Independentemente de quem vai ser o governante, o Brasil é um país democrático e capitalista. Não adianta especular quem será o governante. O importante são os fundamentos institucionais", afirmou à Agência Estado, justificando a decisão do Bank of America de aumentar sua presença no País.De acordo com ele, se a continuidade da atual política econômica fosse assegurada, os investidores ficariam mais calmos. "Mas não acho que o Brasil vai acabar se não houver continuidade", disse Dubugras, considerando que "a espinha dorsal do animal é intocada". O compromisso com a estabilidade econômica, segundo ele, é uma conquista da sociedade e, assim, um governante que tente rompê-la seria repudiado. "Nós sabemos o que a sociedade deseja e essas pessoas só chegarão ao poder se representarem a sociedade", ponderou.Ao contrário do que aconteceu no passado, quando tanto os empresários do setor industrial quanto do mercado financeiro declararam publicamente o medo da vitória da oposição numa eleição presidencial, Dubugras acredita que os tempos são outros. "As instituições são muito mais sólidas e o mercado está menos sensível a isso", disse o presidente do Bank of America do Brasil, acrescentando que os empresários estão mais preocupados em saber se o País terá energia suficiente para crescer nos próximos anos.

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