DIDA SAMPAIO
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Banda militar toca 'Amigos para Sempre' em evento com Dilma e Temer

Presidente e vice se encontraram pela primeira vez em evento público, durante cerimônia de cumprimentos aos oficiais-generais do Exército, após carta qual ele reclamou de não ter a confiança da petista.

Bernardo Caram, O ESTADO DE S.PAULO

16 de dezembro de 2015 | 17h06

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff esteve, nesta quarta-feira, 16, ao lado do vice-presidente Michel Temer em um evento público pela primeira vez desde que recebeu dele uma carta, na qual o peemedebista fazia reclamações sobre a falta de confiança que recebia da presidente. Os dois participaram de cerimônia de cumprimentos aos oficiais-generais do Exército. Os cumprimentos foram encerrados ao som da música "Amigos para Sempre", entoada pela banda dos militares.

Aos convidados, Dilma disse que a situação fiscal do País não vai comprometer projetos prioritários na área da Defesa. "Face aos imperativos, não podemos abdicar do pleno desenvolvimento dos setores nuclear, cibernético e aeroespacial", disse. Segundo ela, o Brasil precisa dos projetos estratégicos que estão em desenvolvimento nas Forças Armadas e o governo compreende a importância de desenvolver um base industrial nessa área.

"Mesmo em momento de reequilíbrio fiscal, precisamos olhar sempre que revisões de prazos e adaptações não podem interromper o processo", afirmou. Dilma defendeu que o País se consagre como desenvolvedor de tecnologia nuclear.

A presidente ainda ressaltou a importância de se valorizar a carreira militar. "Sob suas lideranças, nossas Forças Armadas continuarão decisivas para a construção de um Brasil mais seguro, mais forte e democrático", disse. Ao fim da apresentação, Dilma e Temer se cumprimentaram com dois beijos no rosto.

Em discurso que antecedeu o de Dilma, o general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército Brasileiro, disse que as Forças Armadas não são exaltadas pela busca do protagonismo. Entre manifestantes contrários ao governo da petista, é comum encontrar nos protestos quem defenda o retorno de um governo militar. Villas Bôas indicou não compartilhar da ideia. "As forças armadas estão firmemente dedicadas a contribuir para a estabilidade institucional", ressaltou.

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