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Banco suíço confirmou que os extratos de suposta conta são 'falsos', diz Romário

O senador apontou que a publicação pode ter sido uma forma de intimidá-lo diante da CPI do Futebol

Jamil Chade, correspondente em Genebra, O Estado de S. Paulo

29 Julho 2015 | 14h53

GENEBRA - O senador e ex-jogador de futebol Romário (PSB-RJ) garante que o banco BSI, citado como utilizado por ele para abrir uma conta sua no valor de R$ 7,5 milhões, indicou que os extratos publicados no Brasil em seu nome são "falsos". Em entrevista ao Estado, Romário aponta que tanto o banco como ele abrirão processos criminais. O senador, porém, vê o incidente como um alerta contra seu trabalho na CPI do Futebol, que começa suas atividades no dia 4 de agosto.

Reportagem da revista Veja desta semana informou a existência da conta, que não teria sido declarada à Receita Federal no Brasil. Diante da revelação, Romário decidiu viajar até Genebra e, desde ontem, se reuniu com advogados e com o banco.

Segundo ele, o banco enviaria entre hoje e amanhã uma carta oficial a seus advogados para confirmar que a conta não existe. Contatado pela reportagem do Estado, o banco ainda não respondeu.

"Mostramos os extratos e o banco garantiu que esses documentos são falsos", disse Romário, que retorna ainda hoje ao Brasil. "Eu vim aqui e confirmei o que eu já imaginava. Eu não tenho relação com o banco e tinha certeza de que esse dinheiro era impossível de ser meu. Ninguém esquece R$ 7 milhões, principalmente na crise", disse.

"Estou triste e feliz. Se existisse esse dinheiro, seria algo ganho suado. Talvez eu teria esquecido, o que não é a minha cara", declarou.

Romário confessou que temia que uma conta pudesse ter sido aberta em seu nome, com documentos falsos, e deixou claro que vê a publicação da notícia como uma "manobra" para desestabilizá-lo antes da CPI ou mesmo de sua eventual candidatura para a prefeitura do Rio de Janeiro, em 2016.

"As pessoas sabem que a CPI vai começar e que tem a possibilidade de uma candidatura à prefeito do Rio em um ano”, disse. “Eles tentaram mais uma vez me destruir, denegrir a minha imagem. Mais uma vez, eles estão mostrando ao mundo que eu sou descente", insistiu, sem dar nomes.

No Brasil, porém, o senador vai pedir uma investigação para saber como os documentos foram produzidos.

Ironizando a situação, Romário ainda insistiu que não poderia "perder o gol". "Eu estava de férias, sentado, e a bola veio e quicou. Não tinha jeito. Está no sangue. Tenho que fazer o gol", disse.

Nas redes sociais, Romário também ironizou. “Chateado. Acabei de descobrir aqui em Genebra, na Suíça, que não sou dono dos R$ 7,5 milhões”. O ex-craque publicou uma foto sua em uma ponte de Genebra.

“Agora, aqueles que devem podem começar a contar as moedinhas, porque a conta vai chegar de todas as formas”.

No fim de semana, Romário anunciou a intenção de processar a revista e disse que não sabia se tinha uma conta na Suíça:  “Obviamente, fiquei muito feliz com a notícia. Assim que possível irei ao banco para confirmar a posse dessa conta, resgatar o dinheiro e notificar a Receita Federal. Espero que seja verdade, como trabalhei em muitos clubes fora do Brasil, é possível que tenha sobrado algum rendimento que chegou a essa quantia. Estou me sentindo um ganhador da Mega Sena, só que do meu próprio honesto e suado dinheiro”.

Nas redes sociais, ele ainda atacou. “Eu não finjo ser decente, não faço de conta ser sério e pareço ser correto. Eu sou!!!” 

Veja. Procurada pelo Estado, a revista não quis se pronunciar sobre as declarações de Romário.


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