Banco Rural questiona acusações da Procuradoria

A assessoria de imprensa do Banco Rural divulgou nota na tarde de hoje na qual afirma que a instituição financeira entende que a manutenção das acusações contra quatro executivos que atuavam na empresa à época do "mensalão", nas alegações finais da Procuradoria Geral da República, é um "equívoco" e "não se sustenta". O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, apresentou ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido para que sejam condenados 36 dos réus do processo.

EQUIPE AE, Agência Estado

08 de julho de 2011 | 19h16

Entre eles, estão a ex-presidente do Banco Rural Katia Rabelo, o ex-vice-presidente José Roberto Salgado, a ex-vice-presidente Aryanna Tenorio e o diretor Vinícius Samarane, que permanece no cargo. A executiva Katia Rabelo é hoje uma das acionistas do Banco Rural, o executivo José Roberto Salgado atua como um dos membros do Conselho de Administração do Banco Rural, enquanto Aryanna Tenorio deixou a instituição.

Na nota, a assessoria de imprensa lembrou que as acusações contra os executivos, no processo do "mensalão", referem-se a supostas irregularidades em práticas bancárias, o que, segundo ela, são "questões de natureza técnica e periféricas no processo". "A esse respeito, a acusação contesta, por exemplo, a veracidade de determinados empréstimos concedidos pelo banco, os quais, no entanto, foram feitos de acordo com as práticas de mercado e as normas bancárias", alega. "A veracidade desses empréstimos já foi reconhecida, inclusive, em perícia oficial desse processo", acrescenta. O Banco Rural ressalta no texto que tem "colaborado" e "cooperado plenamente" com as autoridades desde o início das investigações.

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