Banco Mundial enfatiza a importância da imprensa livre

A imprensa livre pode impulsionar o progresso econômico e melhorar as condições de vida, especialmente de populações mais pobres. A conclusão é de um estudo divulgado ontem pelo Banco Mundial, que relaciona exemplos de diversos países onde a imprensa contribui para mudanças que acarretam maior desenvolvimento. "Para reduzir a pobreza, precisamos liberar o acesso à informação e melhorar a qualidade da informação. Pessoas mais bem informadas são capazes de fazer melhores escolhas", diz o presidente do banco, James D. Wolfensohn, no prefácio da obra. "Uma imprensa livre não é um luxo reservado aos países ricos. Está no coração do desenvolvimento eqüitativo." O livro O Direito de Dizer - O Papel dos Meios de Comunicação de Massa no Desenvolvimento Econômico é dividido em 19 capítulos, escritos por autores que vão do Prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz ao Nobel de Literatura Gabriel García Márquez e membros da instituição. A relação entre imprensa livre e desenvolvimento se dá de diversas maneiras, segundo a editora da obra, Roumeen Islam. Uma dessas maneiras é a exposição dos casos de corrupção. "A economia tem um rendimento melhor quando há menos corrupção", disse. O presidente da Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e diretor superitentendente do Grupo Estado, Francisco Mesquita Neto, afirma que a liberdade de imprensa está ligada à democracia. "Sem uma imprensa economicamente forte, não existirá uma imprensa independente; sem imprensa livre não existe democracia, sem a qual não sobrevive um dos princípios da cidadania, que é o direito à informação."

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