'Banco Imobiliário' é interessante para ser trabalhado em sala de aula, diz Paes

Ministério Público instaurou inquérito para apurar jogo que traz marcas da gestão do prefeito do Rio

Antonio Pita, O Estado de S. Paulo

28 de fevereiro de 2013 | 16h22

RIO - Após o Ministério Público do Rio abrir inquérito para apurar a compra de 20 mil unidades do jogo 'Banco Imobiliário - Cidade Olímpica', o prefeito Eduardo Paes afirmou nesta quinta-feira, 28, que considera o jogo "interessante" para ser trabalhado em sala de aula. Ele negou que haja propaganda política no jogo, que exalta obras de sua administração. Os jogos foram comprados da fabricante por cerca de R$ 1 milhão e foram distribuídos entre as escolas da rede municipal.

O prefeito participou na manhã desta quinta-feira, dia 28, do lançamento de um empreendimento imobiliário voltado para moradores da Vila Autódromo, comunidade que está sendo removida para abrigar obras do futuro Parque Olímpico. Os moradores questionam na justiça a remoção, que não estava prevista no projeto original da candidatura do Rio para as Olimpíadas.

De acordo com Eduardo Paes, o jogo foi idealizado pela fabricante de brinquedos Estrela, que recebeu autorização para utilizar as imagens da cidade sem custo. "O projeto está sendo colocado em prática depois das eleições. Não fui eu que fiz o Maracanã, o Cristo Redentor. O que há no jogo é o que acontece na cidade", afirmou o prefeito.

Na quarta, o Ministério Público abriu o inquérito para investigar o caso. Os promotores querem saber se houve licitação e quais os termos do acordo para utilização das imagens. O MP deu dez dias para prefeitura e empresa prestarem esclarecimentos sobre a transação e encaminharem uma cópia do contrato para análise da promotoria.

A versão carioca do jogo 'Banco Imobiliário' faz referência a diversas obras da gestão Paes na prefeitura, como os corredores exclusivos de ônibus BRT, a revitalização da zona portuária, o Museu do Amanhã e o Parque Olímpico. O conteúdo do jogo foi questionado por professores da rede municipal, que viram ingerência política na educação.

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