José Cruz/Agência Brasil
José Cruz/Agência Brasil

Banco genético de Moro amplia alcance em 2019

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Coluna do Estadão, O Estado de S.Paulo

25 de dezembro de 2019 | 07h24

Uma das prioridades de Sérgio Moro no Ministério da Justiça, a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos conseguiu ampliar em 80% sua participação em investigações de maio a novembro últimos em comparação com a dos seis meses anteriores. O banco nacional de DNA contribuiu com 1.060 casos em 2019 (852 no ano passado). O destaque ficou com São Paulo, Estado da maior população carcerária do País. Segundo o balanço, 259 investigações tiveram uma mãozinha da plataforma em seis meses, e 46 criminosos foram identificados.

Em aberto. A expectativa do Ministério da Justiça é de que a coleta de dados ajude a solucionar 3.282 crimes só em São Paulo.

O que é. Fazem parte do banco do governo perfis genéticos de vítimas, de criminosos e DNAs coletados em locais de crime. 

Como é. O banco de DNA foi criado em 2013, mas tornou-se uma prioridade na gestão de Sérgio Moro, principalmente após pontos centrais do pacote anticrime do ministro terem sido derrubados pelo Congresso Nacional.

No azul. Pesquisa do Instituto Paraná divulgada ontem diz que 59,5% dos entrevistados avaliam como ótima/boa a atuação de Moro no combate à corrupção um ano após ele ter deixado o cargo de juiz federal e a Operação Lava Jato.

Recolocação. De saída do cargo de líder da oposição e com possibilidades cada vez mais remotas de ser candidato a prefeito do Rio, Alessandro Molon (RJ) tenta costurar apoios para liderar o PSB na Câmara.

Divididos. Ainda está muito longe de ser uma guerra de listas à moda do PSL, mas o PSB está rachado entre Molon e Danilo Cabral (PE), que já pleiteou o cargo de líder outras vezes. 

Sintoma. O racha nas bancadas perpassa praticamente todos os partidos da Câmara, da direita à esquerda. 

Não dá ideia. Jair Bolsonaro contou recentemente a jornalistas que a filha Laurinha comentou o desejo de ganhar um irmãozinho. O presidente diz ter cortado o assunto, mas fez questão de ressaltar que “está na ativa e sem aditivo”. 

CLICK. Bolsonaro levou seu estilo para os palácios e diz não ter medo dos fantasmas do poder: “Com a minha pistola do lado da cabeceira da cama, não tem fantasma”.

Pra que serve… Jair Bolsonaro ficou surpreso em descobrir neste primeiro ano de mandato que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tinha o importante poder de embargar obras.

…isso aqui? Inclusive, Bolsonaro recebeu recentemente um vídeo do dono da Havan, Luciano Hang, reclamando de uma obra embargada pelo instituto.

Rastro... Após a primeira bateria de depoimentos tomados pela CPI do Óleo, em andamento na Câmara dos Deputados, o relator João Campos (PSB-PB) viu contradições entre as versões de representantes da Marinha, do Ministério do Meio Ambiente e Ibama.

...de óleo. É sobre elas que a CPI vai se debruçar na volta dos trabalhos.

Santa. O senador José Serra (PSDB-SP) aproveitou horas de voo para ler a biografia Irmã Dulce, a Santa dos Pobres (Planeta). A canonização da brasileira levou uma comitiva de políticos a Roma: ela conversa com todos os espectros políticos, sem preconceitos.

SINAIS PARTICULARES

José Serra, senador (PSDB-SP)

BOMBOU NAS REDES!

Augusto Arruda Botelho, advogado: "Indultar uma categoria profissional, seja de policiais, advogados, jornalistas ou publicitários, é ilegal”, sobre o indulto de Natal de Jair Bolsonaro

COM REPORTAGEM DE MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA. COLABOROU MATEUS VARGAS.

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