Bancada tucana quer rejeitar aumento da carga tributária

A bancada do PSDB na Câmara afirmou hoje, em nota à imprensa, que a orientação básica do partido é avaliar os projetos para assegurar que não haja aumento da carga tributária, defendendo, porém, maior partilha de recursos públicos. Em reunião realizada hoje de manhã com os governadores do PSDB, os deputados tucanos firmaram estes princípios para apoiar as reformas: "Que as mudanças sejam distributivas de renda, favorecendo as pessoas de renda mais baixa; que sejam redistributivas em relação às regiões mais pobres e descentralizadoras de recursos para Estados e municípios". Em quase três horas de reunião, os governadores fizeram uma exposição dos impactos das reformas em seus Estados e pediram apoio dos parlamentares para aprovar as reformas. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ressaltou que o Estado arrecadou, em 2002, R$ 1,5 bilhão com a Previdência, mas gastou R$ 9 bilhões em despesas com aposentadorias e pensões. "Ou seja, a sociedade pôs R$ 7 bilhões", afirmou ele aos deputados. Em relação ao teto e subteto salariais, os governadores concluíram que a criação de três subtetos, proposta no relatório de deputado Maurício Rands (PT-PE) para os servidores dos Três Poderes nos Estados, ainda não é a ideal, mas já é razoável e precisa contar com apoio do PSDB. Na nota, o PSDB não entra em detalhes das propostas de reforma, mas afirma que os tucanos não farão "como outros partidos, hoje no governo, fizeram quando na oposição: ações oportunistas e eleitoreiras para impedir a aprovação das reformas". Também se compromete a aprovar mudanças que estimulem o crescimento econômico e dêem uma compensação financeira aos Estados exportadores pela perda de recursos com os incentivos à exportação. Na reunião de hoje, o governador do Pará, Simão Jatene, havia feito um discurso apontando as perdas financeiras que o Estado terá com a desoneração das exportações.

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