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Bancada ruralista ataca Sarney Filho e diz ter 'saudades' de Izabella Teixeira no MMA

Na visão dos deputados, governo tem dificultado avanços em pautas importantes para o setor produtivo rural

André Borges, O Estado de S. Paulo

23 de novembro de 2016 | 10h52

BRASÍLIA – A Frente Parlamentar da Agropecuária, que reúne a bancada ruralista do Congresso Nacional, decidiu partir de vez para o ataque contra o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. As críticas à gestão do ministro e à presidente do Ibama, Suely Araújo, pautaram a “reunião-almoço” realizada nesta terça-feira pela FPA, com a presença de cerca de 30 deputados.

Segundo o presidente da FPA, deputado Marcos Montes (PSD-MG), o Ministério do Meio Ambiente “tem feito de tudo para inviabilizar o desenvolvimento do setor produtivo rural”.

“Criam-se impasses e dificuldades para o financiamento agrícola, licenciamento ambiental, embargam-se áreas. Em resumo, se posicionando contra o processo produtivo. Que colaboração é essa?”, disse o ruralista.

Marcos Montes disse que vai marcar uma audiência, na próxima semana, com o presidente Michel Temer, para demonstrar a insatisfação com a atuação do ministro e da presidente do Ibama, vinculado ao MMA. “O ministro Sarney Filho tem feito um trabalho contra o produtor rural brasileiro”, disse Montes. “Nesta questão ambiental, já estamos até com saudades da ex-ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.”

Na visão dos ruralistas, o governo tem dificultado os avanços do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para o Programa de Regularização Ambiental (PRA). A reunião da FPA contou com as presenças do ex-ministro da Defesa, Aldo Rebelo, relator do Código Florestal, e do secretário de Agricultura de São Paulo, Arnaldo Jardim.

O Ibama, com aval do MMA, tem procurado avançar com uma proposta de reformulação das regras de licenciamento ambiental, proposta que, apesar de acelerar o processo e desburocratizar uma série de medidas de licenciamento, é visto pelo agronegócio e pelo setor elétrico como um projeto conservador e insuficiente.

Apesar das críticas, a gestão Temer é encarada como um retrocesso para questões indígenas, um dos temas centrais na agenda ruralista. Temer revogou portarias que reconheciam terras indígenas com processo de homologação em andamento. Paralelamente, o Congresso avança com diversos projetos que impõem pressão ainda maior sobre as terras indígenas e seus processos de demarcação, sobretudo em Estados como o Mato Grosso, fortemente marcado por processos de desrespeito às terras indígenas.

 

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