Bancada petista planeja novo ato pela CPI da Nossa Caixa

A bancada do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo está planejando mais um ato na tarde de hoje, como parte de seus esforços para conseguir a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito da Nossa Caixa. O evento, marcado para às 16h30, na sede da Assembléia, tem por objetivo estender a manifestação realizada na semana passada e pressionar os governistas a aceitarem a instalação da comissão.De acordo com o líder do PT, deputado estadual Enio Tatto, o colégio de líderes da assembléia passou ontem por uma reunião "totalmente tensa", marcada pela insistência da oposição em implantar a CPI e pela recusa de governistas em debater o assunto. "Chegamos a um novo impasse", afirmou o deputado, alegando que a opção agora é continuar buscando meios de pressionar o governo para reverter esse cenário.Os esforços do PT pela implantação da CPI da Nossa Caixa passam ainda por um pedido feito ao Supremo Tribunal Federal, pedindo que seja determinada a implantação da CPI. A idéia, nesse caso, é obter um resultado semelhante à ação que deu origem à CPI dos Bingos no âmbito federal. Tatto está neste momento em Brasília, acompanhado do ex-líder Renato Simões, para se reunir com a bancada federal do partido e acompanhar o andamento do pedido.Caso venha a ser aprovada, a CPI da Nossa Caixa será responsável por apurar suspeitas de irregularidades envolvendo o banco estatal. Nas últimas semanas, o governo Alckmin foi alvo de denúncias sobre o uso de verbas publicitárias do banco para beneficiar veículos ligados a sua base de aliados. Além disso, foram levantadas suspeitas sobre contratos de informatização do banco e sobre a compra de fornos a gás no valor de R$ 400 mil para serem doados programa de padarias artesanais da esposa do governador, Lu Alckmin.A esposa do ex-governador também ganhou atenção com a notícia de que teria aceito 400 vestidos oferecidos por um estilista. Outra questão levantada se refere ao relacionamento da administração estadual com entidades ligadas ao acupunturista do ex-governador paulista, Jou Eel Jia. Nesse caso, estão sendo investigados anúncios da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Ceteep) na revista da Associação de Medicina Tradicional Chinesa, presidida pelo acupunturista. Além disso, deve ser aberto ainda hoje um novo procedimento, para avaliar um convênio no valor de R$ 1,04 milhão entre a Secretaria de Educação e a mesma associação.Essas denúncias já se tornaram alvo de diversos procedimentos abertos ao longo dos últimos dias pelo Ministério Público estadual. Segundo a assessoria do órgão, Alckmin ainda não apresentou sua defesa para nenhum dos casos. O MP esclareceu que não há um prazo específico para que o governador se manifeste.

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