Bancada do PT recua após senadores criticarem barreira a novo partido antes de 2014

Partido declara em nota que vai apoiar aprovação do projeto de lei; Jorge Viana e líder tinham defendido prorrogação do início da regra para depois da eleição

O Estado de S.Paulo

23 Abril 2013 | 18h25

A bancada do PT no Senado afirmou nesta terça-feira, 23, que votará pela aprovação do projeto de lei que cria restrições a novos partidos políticos. Nessa segunda, 22, porém, dois senadores petistas, entre eles o líder do partido na Casa, fizeram declarações sinalizando que poderiam alterar a proposta.

 

"Há uma tendência de se realizar mudanças no projeto para que ele entre em vigor após o calendário da próxima eleição", afirmou o líder petista, o senador Wellington Dias (PI) à Broadcast, serviço de informações em tempo real da Agência Estado. O projeto de lei, aprovado pela Câmara, limita a repartição dos recursos do Fundo Partidário e o acesso ao tempo de TV para novos partidos. O texto é visto como entrave à candidatura da ex-senadora e ex-ministra Marina Silva, que tenta viabilizar a criação do partido Rede Sustentabilidade.

 

O senador Jorge Viana (PT-AC), amigo de Marina, disse que os parlamentares precisavam ser "justos". "Mexer nas regras do jogo com o jogo em andamento não vale", disse. As declarações dos petistas contrariam as orientações do Planalto, que atuou pela aprovação do projeto na Câmara, na semana passada.

 

Em nota divulgada nesta terça, assinada por Wellington Dias, a bancada afirma que os senadores votarão a favor das novas regras "em respeito" à fidelidade partidária. "Pela decisão tomada hoje (terça), os senadores do PT votarão a favor deste impedimento, não apenas por se tratar de uma de suas bandeiras históricas - a do respeito à fidelidade partidária. A Bancada irá votar a favor do veto também em respeito à decisão do Superior Tribunal Federal (STF)", diz o texto, em referência à votação da Corte que, em 2011, decidiu que a vaga de um parlamentar pertence ao partido.

 

O texto diz ainda que o posicionamento da bancada reflete a decisão da Direção Nacional do PT.

 

 

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