Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Bancada do PSL reclama de falta de acesso à equipe de transição de Bolsonaro

Para Major Olímpio, parte das dificuldades está no fato de que a maioria dos deputados eleitos pela sigla é novata

Alexandre Facciolla, Especial para o Estado

22 Novembro 2018 | 11h43

A falta de acesso à equipe de transição do governo Jair Bolsonaro foi um dos principais temas da primeira reunião de alinhamento promovida pelo PSL, partido do presidente eleito, na tarde da última quarta-feira (21) em Brasília. As reclamações foram apontadas por parlamentares eleitos presentes, em especial a dificuldade de contato e interlocução com o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), futuro ministro da Casa Civil.

De acordo com o deputado federal e senador eleito por São Paulo, Major Olímpio, parte das dificuldades está no fato de que a maioria dos 52 deputados eleitos pela sigla é novata, sem mandato parlamentar. “A grande maioria são novos, 48 não estavam em mandatos. Acabam sendo questionados sobre o processo de transição e até questões nos seus estados. Estávamos sem essa interlocução”, admitiu.

Segundo ele, “o próprio Eduardo (Bolsonaro, deputado reeleito e filho de Jair) e o (Luciano) Bivar (presidente da sigla) se encarregaram de ter uma interlocução mais efetiva para que todos os 52, os 4 senadores e os 3 governadores possam ter um acompanhamento e até eventualmente uma participação em questões do que está se passando no futuro governo. Não querendo se meter em absolutamente nada - governo de transição é governo de transição”, explicou na saída do encontro.

Presidência da Câmara. Questionados, a maior parte dos parlamentares presentes ouvidos pela reportagem não quis cravar um nome fechado da sigla do presidente eleito para a presidência da Câmara dos Deputados no ano que vem. O nome de Bivar foi apresentado pelo deputado Major Olímpio e aplaudido no encontro.

Para o deputado eleito pelo PSL Bibo Nunes, do Rio Grande do Sul, é importante apresentar um nome do próprio partido. “Nós temos que ter (uma candidatura). Se não ganhar, marca presença. Temos que lançar para liderança, para vice liderança, nós temos que marcar presença”, opinou. Segundo Nunes, Bivar ficou emocionado ao ter o nome sugerido por Major Olímpio. “Ele agradeceu a deferência e disse que ia estudar. Porque é difícil. Mas o importante é estar na luta. A vitória nem sempre é o grande objetivo. Porque a vitória é a consequência de uma luta bem batalhada. Vai pra luta primeiro, depois vê a vitória”, ponderou. 

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