Evaristo Sá/AFP
Evaristo Sá/AFP

Bancada do PPS defende renúncia de Temer e aprovação de PEC para eleições diretas

'Não é possível admitir presidente participando de reunião para comprar silêncio de qualquer réu', disse o líder da sigla na Câmara, Arnaldo Jordy

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2017 | 13h18

BRASÍLIA - A bancada do PPS na Câmara defende a renúncia do presidente Michel Temer e a convocação de eleições diretas para Presidência da República, afirmou nesta quinta-feira o líder do PPS na Casa, deputado Arnaldo Jordy (PA).

"As denúncias, se confirmadas, são de extrema gravidade. Não é possível admitir presidente participando de reunião para comprar silêncio de qualquer réu. É incompatível com a figura da presidência", afirmou Jordy em entrevista à imprensa.

O líder defendeu a aprovação de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de autoria do deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) que, na prática, permite a realização de eleições diretas para presidente. Hoje, se o cargo ficar vago, a Constituição prevê que o novo presidente seja escolhido por eleição indireta.

O PPS integra a base aliada do governo Temer no Congresso. O partido, que tem uma bancada de nove deputados e um senador, comanda dois ministérios: o da Defesa e o da Cultura, com os deputados Raul Jungmann (PE) e Roberto Freire (SP), respectivamente.

Os ministros avaliam entregar os cargos. Integrantes do partido se reuniram na manhã desta quinta-feira e avaliaram que a situação de Temer é muito grave. O desembarque oficial, porém, só será anunciado após reunião da Executiva Nacional da sigla. 

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