Bancada do PMDB pode destituir Geddel

A recondução ao posto do atual líder da bancada do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima, está ameaçada. Pelo menos 51 dos 100 deputados do partido já assinaram um pedido para escolher o líder em reunião da bancada, e por votação secreta. Essa maioria ainda não foi traduzida em um nome, porque ninguém até agora se animou a enfrentar Geddel e a máquina do partido, mas a simples vontade de mudar o processo tradicional de votação já coloca em risco a permanência do líder. "Vai haver disputa", garante o deputado Édson Andrino (SC), um dos líderes do movimento por uma nova candidatura. "Não é possível que, entre uma centena de parlamentares, não exista outro nome." O grupo de Andrino, chamado de Movimento Democrático das Bases (MDB), uma alusão ao antigo nome do partido, já vem trabalhando há mais de um ano pela mudança de comportamento do partido. "Estamos perdendo a identidade que fez a história do PMDB", lamenta Igor Avelino (TO), outro integrante do MDB. As brigas e denúncias que envolveram Geddel e o senador Jáder Barbalho, líder da bancada no Senado, durante o processo eleitoral no Congresso, só reforçaram essa convicção. Normalmente, o líder ou os seus concorrentes passam uma lista para colher assinaturas de apoio. Quando alcança um número razoável, o candidato passa a ser favorito e acaba obtendo tantos votos que dispensa qualquer disputa. Como líder, Geddel esperava também ganhar pelo tradicional processo de inércia, mas a resistência da bancada indica, no mínimo, que sua vitória não será tranqüila. "Um partido como o PMDB não pode definir seu líder na base de listinhas", critica Andrino.

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