Bancada carlista não é mais pró-CPI

O ex-presidente do Congresso, senador Antônio Carlos Magalhães, sinalizou ontem que os deputados que o apóiam podem não assinar a Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar possíveis denúncias de irregularidades no governo federal. "Minha bancada não vai assinar o que Walter Pinheiro (deputado baiano, líder do PT na Câmara) esteja à frente", declarou ACM, emresposta à atitude de parlamentares da Bahia que foram ao Planalto entregar à nova Corregedoria denúncias contra o senador."Se alguns estão encontrando a justificativa para bater em retirada, este é um álibi", disse Pinheiro. Para que a CPI seja instalada são necessárias 171 assinaturas na Câmara e 27 no Senado. A oposição conta com o apoio de 144 deputados e 25 senadores. "Estão à frente da CPI as pessoas que seriamente querem instalá-la", justificou Pinheiro, depois de lembrar que não entende como alguém que insistia que a CPI era fundamental, agora fica encontrando desculpas.O líder do PT no Senado, José Eduardo Dutra (SE), por sua vez, limitou-se a comentar que Antônio Carlos "deveria arranjar uma desculpa melhor e não uma esfarrapada como essa", para não deixar que os carlistasassinem a CPI.O presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista coletiva em Brasília, avisou que tanto o seu partido quanto os demais integrantes da oposição não irão se negar até o limite de suas forças a ir às ruas e a procurar quem for preciso para obter as assinaturas necessárias para a instalação da CPI. Lula acha que o ato de manifestação da instauração do inquérito deu uma "grande demonstração de força".O deputado do PT baiano do PT, "agora vai ficar evidente se ele quer ou não CPI ou se quer apenas usar a mídia". Walter Pinheiro informou ainda que o partido vai continuar buscando a assinatura de todos e lembrouque cinco dos 20 deputados chamados de carlistas já haviam assinado a CPI e que ACM já havia revelado que "ele era senhor do seu tempo e que não seria o PT que definiria quando ele tomaria suas decisões".

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