Felipe Rau/Estadão
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Baleia Rossi elogia Marta, mas diz que possível filiação ainda não foi discutida

Diante de rumores de que a senadora se filiaria ao PMDB para se candiatar à Prefeitura de São Paulo, presidente paulista da sigla afirmou que não houve contato formal dela com o partido

ANA FERNANDES E VALMAR HUPSEL FILHO, O Estado de S. Paulo

31 de julho de 2015 | 12h13

SÃO PAULO - O deputado federal e presidente paulista do PMDB, Baleia Rossi, fez elogios à senadora Marta Suplicy na manhã desta sexta-feira, 31. "A Marta, além de senadora, tem uma história de vida e de trabalho por São Paulo, é um grande nome", disse Baleia ao chegar para um evento do partido na capital paulista.

Depois de ter quase fechado sua ida para o PSB, a ex-petista tem flertado com o PMDB, conversando principalmente com interlocutores da esfera federal como os senadores Renan Calheiros (AL), Romero Jucá (RR) e o próprio vice-presidente Michel Temer, presidente nacional da legenda. Segundo Baleia, ainda não houve um contato direto com o PMDB paulista.

"Não estamos fazendo esse diálogo ainda. Fala-se muito na questão de Marta, o que a gente respeita, mas não houve um contato formal sobre a possibilidade de vinda dela para o PMDB", disse Baleia.

O dirigente afirmou também que o PMDB tem hoje bons quadros em São Paulo, como Paulo Skaf, que foi candidato ao governo estadual em 2014, Gabriel Chalita, que foi candidato à Prefeitura em 2012 e é secretário de Educação na gestão Fernando Haddad (PT), e os deputados Jorge Caruso e Joji Hato. "Não vou desmerecer a Marta, mas também não vou dizer que é o foco do partido", ponderou.

Apêndice. Baleia repetiu que, hoje, a corrente majoritária do PMDB paulista trabalha pela candidatura própria para as eleições para a Prefeitura da capital no ano que vem e não prioriza a hipótese de apoiar outras legendas - como estaria traçado no plano que previa Chalita como vice na chapa de Haddad.

Questionado se essa intenção já foi comunicada ao PT, Baleia respondeu que o partido não tem por que fazer esse tipo de comunicação. "Não somos apêndice de nenhum outro partido para ter de comunicar ou ter que prestar contas", afirmou. "O PMDB tem um projeto legítimo de candidatura própria. Quem quiser nos apoiar, estamos abertos ao diálogo."

O dirigente também reforçou a tese de que uma candidatura ao Executivo ajuda o desempenho nas eleições legislativas. Ele lembrou que o PMDB passou de zero a quatro vereadores na Câmara paulistana em 2012, quando Chalita concorreu. "Para a gente ampliar nossa força no Legislativo municipal, precisamos ter candidatura própria."

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