Balanço natalino

Michel Temer fará nesta semana um balanço das realizações de seus seis meses (pouco mais de três como efetivo) de governo; o mais provável é que faça um pronunciamento em TV e rádio

O Estado de S. Paulo

19 Dezembro 2016 | 04h15

Michel Temer fará nesta semana um balanço das realizações de seus seis meses (pouco mais de três como efetivo) de governo. O mais provável é que faça um pronunciamento em TV e rádio, mas ainda há assessores reticentes quanto à convocação da rede nacional. As alternativas são uma entrevista coletiva ou um café da manhã com jornalistas.

O presidente vai dizer que foram aprovadas medidas importantes, como o teto de gastos federais, o novo marco regulatório do pré-sal, a reforma do ensino médio (tema discutido havia 20 anos), novas regras para telecomunicações que vão destravar investimentos no setor e a DRU (Desvinculação de Receitas da União), que patinava enquanto Dilma Rousseff ainda estava na Presidência.

“Parte da sociedade e do mercado vê o governo como um copo meio vazio. Vamos mostrá-lo como um copo meio cheio”, diz um assessor próximo do presidente.

E o risco de panelaços quando Temer aparecer na TV? Quem defende a convocação de rede nacional brinca com o risco: “Pelo menos serão panelas mais recheadas, em clima de ceia de Natal”.

EMPREGO

Medidas anti-desemprego serão editadas por MPs

O Congresso paralisa suas atividades nesta semana, mas o governo editará medidas provisórias para implementar as medidas com que pretende combater o desemprego. Além da renovação do Programa de Proteção ao Emprego de Dilma Rousseff, que será reeditado com outro nome e novas regras, o governo deve regulamentar também por MP o trabalho intermitente, que está em discussão com as centrais sindicais no bojo da reforma trabalhista mais ampla.

CÂMARA

Ministros consideram certa reeleição de Maia

Tomando o máximo cuidado para não dar a impressão de que o Planalto interfere na sucessão da Câmara, ministros de Temer, mesmo os de partidos do chamado “centrão”, dão como certa a reeleição de Rodrigo Maia (DEM) para o comando da Casa. Lembram que as tentativas de impedir a recondução no STF esbarram no fato de que o Judiciário ainda estará em recesso na data da escolha. Uma vez consumada a reeleição, segundo avaliação geral, o Supremo não iria anulá-la.

PRÉ-DELAÇÃO

Cunha aguarda decisão de Teori sobre recurso

Depois de ter mandado recados bastante explícitos à elite política e empresarial do possível teor explosivo de sua delação premiada, por meio de perguntas a “testemunhas de defesa”, Eduardo Cunha mandou os advogados recolherem os flaps e ainda não negocia colaboração judicial. Ele e seus defensores passaram a ficar mais confiantes com as chances de sucesso numa reclamação ao STF depois que o relator da Lava Jato, Teori Zavascki, tirou o recurso da pauta desta semana.

MISSÃO IMPOSSÍVEL?

Marqueteiro de Doria ajuda a ‘repaginar' o PMDB

Depois do feito inédito de eleger um prefeito em São Paulo no primeiro turno, com João Doria Jr., Lula Guimarães deve ter ficado com fama de milagreiro. A nova missão do marqueteiro é “repaginar” o PMDB. É dele o projeto e arrancar o P de partido da sigla e dar ênfase à ideia de “movimento”, numa tentativa de atrair os jovens. Falta combinar com os russos, ou melhor, com os delatores da Odebrecht, que insistem em manter vivas as mazelas do velho PMDB.

NO WHATSAPP

Governadores usam grupo para mobilizar deputados

O grupo de governadores no WhatsApp ficou a todo vapor no fim de semana. É intensa a mobilização dos chefes dos Executivos estaduais para garantir quorum na votação da renegociação das dívidas dos Estados pela Câmara, prevista para terça. Não são só os governadores de Minas, Rio e Rio Grande do Sul, beneficiários do regime especial que susta o pagamento de dívidas mediante algumas condições: todos querem liquidar o assunto ainda neste ano.

PRIMO RICO

Espírito Santo quita R$ 500 mi de salários e 13º nesta semana

Na contramão da pindaíba federativa, o governador Paulo Hartung fará uma solenidade nesta semana para anunciar que vai pagar de uma vez os salários de dezembro e o 13.º de todos os servidores ativos e inativos e pensionistas. Serão R$ 500 milhões de uma tacada só. Além disso, deve anunciar o segundo ano consecutivo com pequeno superávit primário, depois de déficits em 2013 (R$ 950 milhões) e 2014 (R$ 1,4 bilhão).

Mais conteúdo sobre:
Michel Temer Dilma Rousseff

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.