Balanço diz que no Brasil clima ‘melhorou’

O relatório sobre o Brasil, preparado pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), dirá, na reunião da Comissão de Liberdade de Expressão e Informação da SIP, que “a situação melhorou”. O balanço dos últimos seis meses destaca que “não foram registrados assassinatos de jornalistas no período e ocorreu uma importante diminuição nos casos de outros ataques à imprensa no País”. 

O Estado de S. Paulo

07 de março de 2015 | 16h19


Houve, também, “uma acentuada diminuição nos casos de censura judicial”. Mas o texto lembra que, como sempre ocorre durante campanhas eleitorais, abusos e ameaças acabam ocorrendo. Por exemplo, a determinação de censura imposta por um juiz da Vara Federal em São José do Rio Preto, interior paulista. No episódio, foi determinada a quebra de sigilo do jornalista Allan de Abreu e do jornal Diário da Região, para se saber qual tinha sido a fonte de uma reportagem sobre um caso de corrupção na região. A decisão do juiz, no entanto, foi anulada, a pedido da ANJ, pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski.

Treze casos. O relatório brasileiro menciona 13 casos de abusos contra jornalistas – agressões da polícia, ferimentos provocados por balas de borracha em cobertura de manifestações, dois atentados (um em Ribeirão Preto, no interior paulista, e outro no Pará), além de numerosas ameaças anunciadas em redes sociais. 


Nos dois incidentes mais graves, o repórter Henrique Soares, do G1, foi feito refém e agredido por criminosos no Complexo do Alemão, no Rio (10 de novembro), e o cinegrafista Lucas Alves, da TV Vale do Xingu, teve seu carro atingido por 10 balas de revolver (27 de novembro). Ataques com balas de borracha atingiram dois repórteres do Estado, Edgard Maciel (em 23 de janeiro) e Fernando Otto (em 27 de janeiro) – ambos faziam a cobertura de manifestações em São Paulo. / G.M.

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