Balanço da Operação Tapuru é ´satisfatório´

Encerrada a Operação Tapuru, na fronteira do Brasil com a Colômbia e a Venezuela, o Comando Militar da Amazônia fez um balanço satisfatório das atividades. Apesar dos incidentes que causaram ferimentos no cabo Gilberto de Souza Santos e a morte do sargento Manoel de Jesus Alencar, o saldo da operação foi considerado positivo.Segundo as Forças Armadas, a ação conjunta entre Marinha, Exército e Aeronáutica na fronteira serviu, antes de tudo, para criar um fluxo de atuação das três forças e testar a capacidade de organização dos militares, em caso de necessidade efetiva de defesa do território brasileiro.Para chegar a essa conclusão, a Marinha percorreu 3.200 quilômetros de rios e vistoriou 343 embarcações. O Exército, por sua vez, fiscalizou 2.600 pessoas consideradas suspeitas, 700 embarcações e 200 veículos. Já a Aeronáutica sobrevoou 52 mil quilômetros quadrados de floresta amazônica durante 500 horas e foi ainda a responsável pelo transporte de mais de 123 mil quilos de carga.Quanto aos dois incidentes envolvendo militares, o Comando Militar da Amazônia manteve a postura anterior. O caso da morte do sargento continua sendo investigado, embora de forma mais branda. Tudo indica que se tratou efetivamente de um acidente, uma vez que ele caiu no Rio Negro com outros militares que ocupavam um bote. Todos os demais se salvaram.Quanto à identidade dos homens que enfrentaram os soldados brasileiros no incidente, ainda não há qualquer novidade. As investigações continuam. Tudo indica que devem encaminhar-se para a possibilidade de ter havido um confronto com traficantes que ocupam a fronteira brasileira com a Colômbia, descartando-se assim a hipótese de um conflito com militantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

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