Baixo quórum e eleição reduzem trabalhos na Câmara

Poucos deputados em Brasília, obstrução dos partidos de oposição e a atenção dos parlamentares voltada à campanha eleitoral levam a Câmara a um final de semestre antecipado e sem votações. Líderes partidários reconhecem que, na melhor das hipóteses, haverá votação de parte da lista de sete Medidas Provisórias que estão trancando a pauta do plenário até amanhã.

DENISE MADUEÑO, Agência Estado

06 Julho 2010 | 19h02

Na próxima semana, a última antes do recesso parlamentar oficial, a expectativa é de votação apenas da Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO), em sessão conjunta da Câmara e do Senado, sem a qual os parlamentares não poderão entrar em recesso. Oficialmente, o recesso começa no dia 18 de julho e os trabalhos recomeçam no dia 1º de agosto.

Os partidos de oposição anunciaram obstrução para forçar a votação do projeto que trata da aplicação dos recursos na área de Saúde pela União, Estados e municípios, conhecido como emenda 29. O governo é contrário a essa votação. Há também pressão de alguns deputados e de partidos para a votação da proposta de emenda constitucional que fixa o salário para os policiais militares, civis e integrantes do Corpo de Bombeiros. Os líderes partidários, no entanto, reconhecem a impossibilidade de esses projetos serem votados antes do recesso.

Nesse cenário, a primeira sessão de hoje do plenário já foi encerrada por falta de quórum e uma nova sessão se iniciou nesta noite.

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