Baixa votação e pouco reconhecimento na zona sul de SP preocupam José Serra

Para reverter quadro eleitoral histórico na região, ex-governador cobrou mais empenho de militantes

Felipe Frazão, de O Estado de S.Paulo,

03 de maio de 2012 | 01h30

SÃO PAULO - O ex-governador e pré-candidato a prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), demonstrou na noite desta quarta-feira, 2, durante encontro na sede da Associação Comercial em Santo Amaro, estar preocupado com a votação de candidatos tucanos na zona sul da capital paulista. Para Serra, moradores da região não reconhecem quais obras foram feitas por gestores tucanos, e, por isso, o partido acaba perdendo votos na eleições. Justamente para o PT.

 

"Na média, é onde o PSDB é mais fraco na cidade. O trabalho do partido tem de ser mais ativo junto à sociedade, porque temos muitos apoiadores", disse Serra. "O PT faz o que é certo, aliás. Toda obra da CPTM eles acabam faturando. Faturam nas nossas coisas, mas isso faz parte da política. Não estou fazendo julgamento moral." Serra cobrou empenho e participação de militantes tucanos na reunião. Ele disse reconhecer que a região é um desafio para o partido, "difícil para o PSDB, do ponto de vista político". "É uma coisa curiosa como fenômeno político."

 

Ele disse que não tem havido correspondência política entre as benfeitorias dos governos tucanos e a votação. Mas avisou reprovar que se governe com objetivos eleitorais. "Não defendo que se faça um investimento em vez de outro para ganhar votos, mas seria de se esperar que as coisas fossem mais reconhecidas", disse. Historicamente, o PSDB perde para o PT na zona sul nas eleições para Presidência da República, governo do Estado e Prefeitura. Somente em 2008, o prefeito Gilberto Kassab (PSD), apoiado por Serra, conseguiu começar a ganhar votos em redutos petistas da zona sul.

 

Serra ainda lembrou de áreas extremas da zona leste, onde a performance tucana nas urnas é semelhante, como Cidade Tiradentes. Lá, o PT costuma vencer com folga. Serra citou obras como o Expresso Tiradentes (expansão do metrô por monotrilho elevado), construção de creches e urbanização em geral que, para ele, precisam ter a assinatura de políticos tucanos. "É um osso duro de reverter eleitoralmente. É um desafio para o nosso partido, nossos aliados e simpatizantes. Como reverter esse quadro?"

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