Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Baixa aprovação de Haddad mobiliza vereadores e cúpula do PT

Parlamentares vão se reunir com dirigentes municipais para traçar estratégia de recuperação da imagem do prefeito, que tem 12% de intenções de voto a um ano da eleição

Ana Fernandes, O Estado de S. Paulo

04 Novembro 2015 | 14h29

São Paulo - A bancada de vereadores do PT na capital paulista se reúne nesta quinta-feira, 5, com integrantes da Executiva Municipal da legenda. O foco da reunião deve ser a tentativa de recuperação da popularidade do prefeito Fernando Haddad (PT), em especial na periferia, região que costuma render mais votos aos parlamentares e aos candidatos do partido à Prefeitura.

"Vamos fazer esse embate, mostrando as políticas que estamos fazendo na cidade nas diversas áreas, como transporte, saúde, educação", disse o vereador Paulo Fiorilo, presidente do PT na Capital. "A bancada tem alcance para fazer esse diálogo e acreditamos que podemos reverter essa situação."

Segundo pesquisa Datafolha divulgada no início desta semana, a gestão do petista atingiu seu maior índice de reprovação, com 49% dos entrevistados que consideram a administração Haddad ruim ou péssima. Somente 15% consideraram o trabalho da Prefeitura ótimo ou bom e 34% o consideraram regular. Fora isso, o petista registra atualmente 12% de intenções de voto, abaixo dos 34% do deputado Celso Russomanno (PRB) e em empate técnico com a senadora Marta Suplicy (PMDB) e o apresentador José Luiz Datena (PP), também de acordo com o Datafolha.

Na periferia, onde o PT tradicionalmente tem mais apoio, a dificuldade do prefeito é ainda maior. A aprovação de Haddad entre as pessoas com renda mensal familiar de até dois salários mínimos é de apenas 12%, ante 23% entre aqueles que tem renda familiar superior a dez salários.

Apesar do afastamento dos movimentos sociais, Fiorilo diz que o PT municipal quer estratégias em todas as frentes para recuperar a popularidade de Haddad e melhorar as intenções de voto no prefeito na disputa pela reeleição. A ideia é não usar apenas os vereadores, mas a militância petista e lideranças sociais, com as quais o partido tenta uma reaproximação.

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