Geraldo Bubniak/AGB
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Baiano teria entregue R$ 2 milhões à campanha de Dilma a pedido de Palocci, diz revista

Segundo reportagem de Veja, lobista disse, em depoimento, que acordo para repassar dinheiro desviado da Petrobrás teria sido fechado no comitê eleitoral em Brasília

Igor Gadelha, O Estado de S. Paulo

19 de setembro de 2015 | 13h17

SÃO PAULO - Apontado pelas investigações da Operação Lava Jato como suposto operador do PMDB, o lobista Fernando Baiano teria declarado, em depoimento à Justiça, que participou pessoalmente de operação para entregar R$ 2 milhões desviados do esquema de corrupção na Petrobrás à campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010, afirma reportagem da revista Veja desta semana. Segundo a matéria, o dinheiro teria sido entregue a um assessor do comitê eleitoral a pedido do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci, que coordenou a campanha da petista. 

Ainda segundo a reportagem, no depoimento, Baiano contou que o acordo para repassar o dinheiro teria sido fechado no comitê eleitoral em Brasília, após reunião entre ele, Palocci e o ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa. O ex-ministro teria pedido o montante de R$ 2 milhões e recomendado que o dinheiro fosse entregue em um hotel na capital paulista a Charles Capella, coordenador administrativo da campanha de Dilma. O montante teria sido providenciado e entregue a um homem em veículo do doleiro Alberto Yousseff. As defesas de Palloci e Capella negam as acusações, conforme a revista.

O suposto depoimento de Fernando Baiano contraria a versão do próprio doleiro Alberto Yousseff, que diz desconhecer a existência de repasses a Antônio Palocci. No entanto, de acordo com a reportagem, após a oitiva de Baiano, o doleiro teria sido ouvido novamente e confirmado que entregou R$ 2 milhões em um hotel na capital paulista, no mesmo dia citado por Baiano, mas, "por uma razão" não esclarecida, não sabia que aquela entrega atendia a uma solicitação de Palocci. A reportagem não esclarece como obteve acesso aos depoimentos citados.

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