Bahia coordenará pesquisa sobre o calazar

O Núcleo de Apoio à Pesquisa (NAP) das Obras Sociais de Irmã Dulce, na Bahia, vai coordenar um estudo nacional visando à prevenção e controle da leishmaniose visceral humana, doença popularmente conhecida como calazar, provocada pelo protozoário transmitido pelo inseto flebótomo, que usa o cachorro e animais silvestres como hospedeiros. A doença, associada à pobreza, atinge principalmente crianças com idade inferior a 9 anos, causando a morte de 10% dos infectados. A iniciativa da pesquisa é Centro Nacional de Epidemiologia, da Fundação Nacional da Saúde, do Ministério da Saúde, que selecionou o projeto do NAP como o melhor em todo o País. As autoridades sanitárias estão preocupadas com o aumento do número de casos de calazar nas áreas urbanas das principais capitais brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Natal, Terezina e São Luís, além da cidade paulista de Araçatuba. Numa primeira etapa, serão aplicados R$ 143 mil para a realização da pesquisa, que deve durar dois anos. A Bahia foi escolhida para coordenar o estudo por liderar os casos de leishmaniose no Brasil, com 31% do total registrado em todo o País. A região Nordeste concentra 90% dos casos da doença. No ano passado, foram registrados 629 casos, mas em 2001, esse número baixou para 320, em conseqüência da natureza cíclica da doença.A Leishmania chagasi, protozoário que provoca a doença, se instala no fígado, baço e medula óssea, comprometendo o funcionamento dos órgãos. Os sintomas são a palidez, devido à anemia, aumento do volume abdominal, pelo inchaço do fígado e baço, perda de peso e febre. O tratamento precoce é fundamental.

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