Azeredo: Hillary pediu ajuda do Brasil na questão do Irã

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou hoje a deputados e senadores brasileiros que espera que o Brasil colabore no esforço internacional para mudança de rumo do Irã. Segundo relato do presidente da Comissão de Relações Exteriores, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), Hillary insistiu que Teerã descumpriu todas as resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), e que diante disso o mundo deve se unir.

DENISE CHRISPIM MARIN, Agencia Estado

03 de março de 2010 | 11h31

Hillary deixou implícito, de acordo com o tucano, que essa união deve se dar em torno da proposta de novas sanções contra o Irã a serem dotadas pelo Conselho de Segurança da ONU. A secretária de Estado insistiu que o Brasil tem um importante papel nessa questão.

No primeiro compromisso o dia, Hillary se reuniu por 40 minutos com os presidentes da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e mais 15 parlamentares, entre deputados e senadores. Segundo Azeredo, a questão do Irã consumiu boa parte da conversa. O deputado Maurício Rands (PT-PE) afirmou que Hillary insistiu que o Irã tem um projeto de dominação regional e um programa nuclear, cuja finalidade pacífica nunca foi confirmada.

Em relação à reconstrução da infraestrutura no Haiti, Hillary propôs que o Brasil e os Estados Unidos façam um esforço conjunto. Um dos acordos que ela deve assinar com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, será justamente o de cooperação na ilha caribenha, devastada por um terremoto ocorrido no dia 12 de janeiro, que deixou mais de 200 mil mortos, segundo estimativa do governo haitiano.

Honduras

De acordo com uma fonte presente ao encontro, Hillary fez uma crítica velada à decisão do Brasil de dar refúgio ao então presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, em setembro de 2009, na embaixada brasileira. Para ela, essa não foi uma decisão acertada. Segundo Rands, a secretária fez um apelo em favor do reconhecimento do novo governo hondurenho e informou que espera que o Brasil colabore na reinserção internacional do país.

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