Aviões terão de levar menos passageiros, diz Jobim

O ministro da Defesa, Nelson Jobim,informou nesta quarta-feira que as companhias aéreas terão deaumentar o espaço entre os assentos nas cabines dos aviões,reduzindo o número de passageiros transportados. A "recomposição do espaço vital nas aeronaves" serádeterminada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac),segundo Jobim, porque nos últimos anos as empresas aéreasresponderam ao aumento do número de passageiros comprimindo osespaço entre as poltronas. "Eu tenho um metro e noventa de altura e sinto extremodesconforto quando viajo. O espaço vital nas aeronaves tem deser ampliado em respeito ao usuário", disse o ministro na CPIdo Crise Aérea no Senado. Com o auxílio de uma apresentação eletrônica, Jobim mostroua resolução do Conselho Nacional da Aviação Civil depois doacidente com avião da TAM em Congonhas e as medidas que serãotomadas para transferir parte dos vôos deste aeroporto para osde Guarulhos e Campinas. Ele reiterou que o número de vôos partindo de Congonhascairá para 561 por dia, com o corte de 151 vôos diários queserão transferidos para Guarulhos ou Viracopos. Jobim começou seu depoimento diante de um plenáriopraticamente vazio. Apenas os senadores Sergio Zambiazzi(PTB-RS) e João Pedro (PT-AM) estavam pressentes quando opresidente da CPI, Tião Viana (PT-AC), abriu a sessão. Para ganhar tempo, Viana leu nota da Aeronáutica repudiandoas suspeitas de que militares que participaram do resgate decorpos das vítimas do acidente do avião da Gol 1907, emsetembro do ano passado, teriam desviado pertences dospassageiros mortos. O relator da CPI, Demóstenes Torres (DEM-GO), chegou aoplenário por volta das 11h, quando Jobim começou sua exposição.Boa parte dos senadores participava da eleição do novopresidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), MarcoMaciel (DEM-PE), quando Jobim chegou para depor, às 10h30.

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