Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Avião em que estava Gilmar Mendes sofre pane e volta a Brasília

Ministro do STF voava em aeronave da FAB, após análise na Corte sobre delação da JBS e relatoria de Fachin no caso

Elisa Clavery, O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2017 | 10h40

O avião em que estava o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, que seguia para o Pará, sofreu uma pane na noite desta quinta-feira, 23, e precisou voltar para Brasília. A aeronave era da Força Aérea Brasileira (FAB), que informou que foi feito o retorno à capital por "precaução".

O voo aconteceu logo após segundo dia de julgamento na Corte para decidir sobre a validade da delação da JBS e confirmar o ministro Edson Fachin na relatoria do caso. Segundo a FAB, a aeronave VU-35 (Learjet 35)  saiu de Brasília às 18h45 e, "no decorrer do voo, apresentou uma falha técnica". Ainda não há informações sobre o que pode ter causado o problema.

A Força Aérea informou, ainda, que "em nenhum momento a segurança dos passageiros foi comprometida" e que o pouso de volta à Brasília aconteceu às 19h45. Os pilotos fizeram os procedimentos previstos nos manuais técnicos e como se tratava de um voo à noite e com passageiros a bordo "os requisitos de segurança são mais elevados e, portanto, decidiram retornar à Capital Federal", diz a nota da FAB. 

O ministro viajava à Belém para visitar o Tribunal Região Eleitoral (TRE) do Pará, segundo informou o TSE. A previsão era que Gilmar voltasse na tarde desta sexta-feira a Brasília, mas, após o problema na aeronave, a visita foi cancelada.

Durante o julgamento, Gilmar chegou a trocar farpas com o ministro Luís Roberto Barroso sobre a delação premiada da JBS. A discussão entre os integrantes da Corte girou em torno do impacto de uma eventual invalidação de uma gravação ambiental no acordo de colaboração premiada já firmado.

Como antecipou a colunista Vera Magalhães, Gilmar deve seguir o voto dos outros ministros pela permaência de Fachin como relator, porém fará ressalvas a acordos de colaboração premiada. 

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