Avião de Marco Maciel sofre pane

Um português viaja de avião e é avisado pelo comandante deque a aeronave está caindo. "E daí? Eu não tenho nada a ver com isso, oavião não é meu", responde. Foi contando piada que o vice-presidenteMarco Maciel se refez hoje de um pequeno susto na Base Aérea deBrasília, minutos antes de embarcar para a Bolívia onde acompanha opresidente Fernando Henrique Cardoso nas negociações da ampliação dofornecimento de gás para o Brasil. "Avião é um meio de transporte muitoseguro, quando não cai", emendou, entre risos.Atendendo a medidas de segurança, o presidente da República e seuvice sempre se deslocam em aviões diferentes. Na maior parte das vezes,também os deslocamentos em terra são feitos em automóveis separados. Alógica dessa medida é que, na eventualidade de um acidente, um dostitulares da Presidência esteja fora de risco. Hoje, a aeronave quelevava Maciel já se preparava para levantar vôo quando uma luz nopainel indicou pane no sistema elétrico. O Learjet-55 da Presidênciaretornou ao pátio e foi substituído por outra aeronave, menos moderna."O avião ainda não tinha decolado e eu não entendo nada disso",comentou o vice.O susto acabou levando a viagem do vice a um atraso de 58 minutos,consumidos principalmente na troca de bagagens dos passageiros e datripulação. Marco Maciel deixou a capital federal confiante no sucessodas negociações do governo brasileiro com a Bolívia. Na sua opinião, ouso do gás é uma boa alternativa em tempos de racionamento de energia.O vice-presidente fez questão de lembrar que foi Fernando HenriqueCardoso quem tornou viável a construção do gasoduto Brasil-Bolívia edefendeu maior integração entre os países da América do Sul comoinstrumento para que sejam aproveitadas as oportunidades oferecidaspela globalização da economia.

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