Avião da FAB leva corpo de Itamar para Juiz de Fora

O corpo do ex-presidente Itamar Franco chegou ao Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, por volta das 7h50 deste domingo, onde foi recebido com honras militares de chefe de Estado. O corpo será transportado por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para Juiz de Fora (MG), onde será velado na Câmara Municipal.

SUZANA INHESTA E EDUARDO KATTAH, Agência Estado

03 de julho de 2011 | 09h19

As honras militares antes do traslado do corpo foram feitas na pista lateral do aeroporto. Oficiais da Aeronáutica retiraram o caixão do carro fúnebre, marcharam até o tapete vermelho que levava ao avião da FAB, uma corneta soou, prestaram continência e o caixão foi então levado para dentro do avião, um Hércules bimotor. Familiares, entre eles as duas filhas de Itamar, acompanharam a homenagem e vão viajar em outro avião da FAB para Juiz de Fora. O avião com o corpo do ex-presidente decolou do Aeroporto de Congonhas às 9h15.

O senador Itamar Franco (PPS), presidente da República de 1992 a 1994, morreu na manhã de sábado, aos 81 anos, em São Paulo, vítima de leucemia. Ele estava internado no Hospital Israelita Albert Einstein desde o dia 21 de maio e permanecia licenciado de suas atividades no Senado. Nos últimos dias, o senador apresentou um quadro de pneumonia grave e foi transferido para a UTI. Nas últimas horas de vida, foi vítima de um acidente vascular cerebral (AVC) e entrou em coma. Segundo o hospital, Itamar morreu por volta das 10h15 da manhã.

Depois de Juiz de Fora, o corpo do ex-presidente seguirá para o Palácio da Liberdade, sede histórica do governo mineiro até o ano passado, em Belo Horizonte, e será cremado na segunda-feira em Contagem (MG), na região metropolitana de BH. As cinzas serão levadas para Juiz de Fora e colocadas no túmulo da mãe do ex-presidente. A Presidência da República decretou luto oficial por sete dias.

A presidente Dilma Rousseff colocou à disposição o Palácio do Planalto para a realização das cerimônias, mas segundo amigos de Itamar, a família optou por manter os funerais nas duas cidades que mais marcaram a trajetória do senador. O Planalto confirmou a presença de Dilma no velório em Belo Horizonte.

Itamar morreu um dia depois do aniversário daquela que é apontada como sua grande obra para o País, a criação do real, moeda que entrou em vigor no dia 1º de julho de 1994.

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