Avaliação ruim ou péssima do governo Dilma oscila de 69% para 70%, aponta pesquisa Ibope/CNI

A pesquisa foi realizada entre 4 e 7 de dezembro, depois, portanto, da aceitação do pedido de impeachment da presidente pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha; foram ouvidas 2.002 pessoas em 143 municípios e a margem de erro máxima é de 2 pontos porcentuais

Letícia Sorg, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2015 | 15h44

A porcentagem da população que considera do governo da presidente Dilma Rousseff ruim ou péssimo oscilou de 69% para 70% de setembro para dezembro, de acordo com pesquisa realizada pelo Ibope sob encomenda da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A parcela dos entrevistados que avalia a atual gestão como ótima ou boa também oscilou de 10% para 9%. Já os que consideram o governo regular oscilaram de 21% para 20%.

De acordo com a pesquisa, 82% dos entrevistados desaprovam a maneira de governar de Dilma em dezembro, mesmo patamar de setembro. A proporção dos que aprovam também se manteve em 14%. Não souberam ou não responderam 4%.

A CNI e o Ibope também perguntaram sobre a confiança na presidente Dilma Rousseff. A parcela dos que não confiam nela oscilou de 77% em setembro para 78% em dezembro, enquanto o porcentual do que confiam na pessoa da presidente oscilou de 20% para 18%.

Expectativas. De acordo com pesquisa, as expectativas da população com relação à continuidade do governo da presidente oscilou negativamente de setembro para dezembgro. Para 65% dos entrevistados, o restante do mandato de Dilma será ruim ou péssimo - em setembro eram 63%.

A porcentagem dos que esperam que o restante do atual mandato seja ótimo ou bom oscilou de 11% para 9%, enquanto a parcela dos que esperam um governo regular até o fim de 2018 oscilou de 21% para 20%. Não souberam ou não responderam 5%.

A pesquisa mostra um aumento na desaprovação da política do governo no combate ao desemprego. Em setembro, 83% desaprovavam o governo nessa área, hoje são 87%. Também aumentou a desaprovação das políticas do governo no combate à fome e à pobreza (de 68% para 71%), na educação (de 73% para 76%), na segurança pública (de 82% para 85%) e no meio ambiente (de 65% para 74%). De setembro para cá, a taxa de desemprego aumentou e houve o rompimento da barragem da Samarco, considerado o maior desastre ambiental da história do País.

A pesquisa mostra ainda que a parcela dos entrevistados que percebe o noticiário mais desfavorável ao governo subiu de 66% para 75%, enquanto aqueles que vêm o noticiário mais favorável se mantiveram em 9%. O porcentual dos que enxergam o noticiário nem favorável nem desfavorável ao governo caiu de 14% para 11%.

As notícias sobre o governo mais lembradas pela população são o impeachment da presidente, aceito no dia 2 dezembro pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com 50% das menções, e aquelas relacionadas à Operação Lava Jato, citadas por 13% dos entrevistados.

A pesquisa foi realizada entre 4 e 7 deste mês, depois, portanto, da aceitação do pedido de impeachment. Foram ouvidas 2.002 pessoas em 143 municípios. A margem de erro máxima é de 2 pontos porcentuais e o grau de confiança da pesquisa é de 95%

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