Avaliação positiva do governo Lula sobe de 29,4% para 38,2%

A avaliação positiva do governo Luiz Inácio Lula da Silva saltou de 29,4% para 38,2%, de acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Sensus para a Confederação Nacional do Transporte (CNT). A subida, de 8,8 pontos porcentuais, aconteceu entre o levantamento realizado em junho e a pesquisa feita na semana passada, entre os dias 3 e 5. Foram ouvidas duas mil pessoas, em 195 municípios do País. A avaliação negativa do governo caiu, no mesmo período, de 24,1% para 17,7%, enquanto que a avaliação regular recuou de 44,2% para 40,8%. "Esta expressiva subida na avaliação do governo pode ser atribuída à recuperação econômica com geração de empregos", afirmou o presidente da CNT e vice-governador de Minas Gerais, Clésio Andrade. O desempenho pessoal do presidente Lula também registrou uma recuperação. O nível de aprovação subiu de 54,1% para 58,1%, enquanto que a desaprovação caiu de 37,6% para 32,8%. "Com a recuperação econômica as pessoas voltam a acreditar, mas, até certo ponto, essa subida foi uma surpresa", afirmou Clésio Andrade. Para o presidente da CNT e o diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, a melhora nas avaliações do governo e do presidente Lula ainda é insuficiente para afirmar que seja uma tendência. "Pontualmente, existem justificativas técnicas para essa recuperação, mas não sabemos se essa subida será sustentada", avaliou o presidente da CNT. Descrença Apesar da recuperação na avaliação positiva do governo e do desempenho pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a população ainda está, em boa medida, descrente em relação ao cumprimento das promessas de campanha. De acordo com os dados apurados pelo Instituto Sensus, 55,2% dos entrevistados afirmaram que as promessas feitas por Lula ainda na campanha eleitoral de 2002 não estão sendo ou não serão adequadamente cumpridas. Outros 36,7% expressaram uma posição contrária a essa. "Este resultado indica que, depois de 20 meses de governo, a maioria dos brasileiros sente que a realidade de governo está distante das promessas de campanha, seja pelas naturais limitações do poder do presidente ou pela sua impossibilidade em realizá-las", avaliou Clésio Andrade.

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