Avaliação positiva de FHC cai mais de 7 pontos

A avaliação positiva do presidente Fernando Henrique Cardoso despencou na última pesquisa realizada pelo instituto Sensus para a Confederação Nacional dos Transportes (CNT), sobre o índice da satisfação do cidadão. Depois de dois meses seguidos de recuperação, a avaliação positiva do presidente caiu de 29,7% em abril para 22,1% em maio. A avaliação negativa, por sua vez, saltou quase 10 pontos porcentauis, passando de 27,9% em abril para 37,1% em maio. A avaliação regular sofreu uma pequena queda, passando de 38,9% para 36,2%.A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 24 deste mês e ouviu 2 mil pessoas em 195 cidades do País. De acordo com os resultados divulgados esta manhã, 54,7% dos entrevistados afirmaram que desaprovam o desempenho pessoal do presidente da República. Em abril, esse índice de desaprovação era de 46,5%. A aprovação do desempenho pessoal de FHC também despencou: de 46,1% em abril para 37,4% agora em maio. A pesquisa revelou ainda que 33,4% dos entrevistados consideram-se decepcionados com o presidente. Outros 19,6% disseram que a desconfiança é o sentimento que melhor revela o que sentem em relação a FHC.Crise energéticaA pesquisa revelou que 42,2% dos entrevistados acreditam que a incompetência do governo é o principal motivo para a crise de energia elétrica. Outros 14,4% afirmaram que a crise é decorrência da falta de recursos do governo para investimentos e 10,2% creditaram o racionamento às privatizações realizadas no setor elétrico. Outros 27,4% acreditam que a crise é conseqüência da falta de chuvas.A maioria dos entrevistados considera que as medidas adotadas pelo governo para enfrentar a crise só deverão funcionar em parte. Dos entrevistados, 41,3% acreditam que o funcionamento será parcial, enquanto 22,6% estimam que todas as medidas funcionarão muito bem mas 30,3% dos entrevistados acreditam que as medidas não irão funcionar.Apesar da desconfiança, 86% disseram que já começaram a fazer economia de energia em sua residência. O aumento da violência foi apontado por 53,1% como a principal preocupação em relação à crise de energia.

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