Rejeição a governo Dilma chega a 68% e bate recorde, aponta pesquisa CNI/Ibope

Índice de insatisfeitos com a gestão da petista ultrapassa marca alcançada pelo então presidente José Sarney, em 1989

Ricardo Brito e Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

01 de julho de 2015 | 10h29

Texto atualizado às 22h55

BRASÍLIA - Pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira, 1, mostrou, mais uma vez, piora na avaliação do governo da presidente Dilma Rousseff. A parcela dos brasileiros que avaliam o governo como ruim ou péssimo subiu de 64% para 68% desde a pesquisa anterior, realizada em março. A avaliação negativa é a pior da série histórica dos levantamentos do Ibope.

No fim de março, Dilma havia igualado a taxa de reprovação obtida em julho de 1989 pelo então presidente José Sarney, em seu pior momento: 64% de avaliação ruim ou péssima. Os 68% alcançados agora são o novo recorde nos 29 anos de dados compilados pelo Ibope.

De acordo com o levantamento, caiu de 12% para 9% a parcela dos que avaliam o governo Dilma como ótimo ou bom – o que representa empate técnico com os 7% obtidos por Sarney em 1989. 

Também houve piora na avaliação do desempenho pessoal da presidente no cargo. Subiu de 78% para 83% a desaprovação da maneira de governar de Dilma. Já a confiança na presidente mostra trajetória de queda: 20% dos entrevistados disseram confiar na petista, quatro pontos porcentuais a menos do que no levantamento anterior. Os que disseram não confiar nela subiram de 74% para 78%. 

Período. O levantamento foi realizado entre 18 e 21 de junho, antes da divulgação do conteúdo da delação premiada de Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC. Em depoimento à Procuradoria-Geral da República, Pessoa, um dos alvos da Operação Lava Jato, detalhou supostos repasses de recursos a políticos de diversos partidos, entre eles tesoureiros das campanhas de Dilma à Presidência.

No ranking das notícias lembradas pela população, as sobre corrupção ficaram em primeiro lugar: 20% disseram ter recebido informações sobre a Lava Jato e desvios na Petrobrás.

A erosão da popularidade da presidente ocorre mesmo entre seus eleitores. Dos entrevistados que afirmam ter votado na petista, apenas 27% aprovam sua maneira de governar – eram 34% na pesquisa feita em março. Entre os eleitores que dizem ter optado por Aécio Neves (PSDB) no 2.º turno das eleições de 2014, apenas 2% avaliam positivamente o desempenho pessoal da petista.

A pesquisa, realizada por encomenda da Confederação Nacional da Indústria, mostra que subiu de 76% para 82% o total de entrevistados que consideram o segundo mandato da presidente pior do que o primeiro.

O Ibope ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios. A margem de erro máxima do levantamento é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

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