Avaliação do governo Lula sobe em todos os itens, diz CNI

Levantamento do Ibope registrou melhora em oito áreas de atuação, dos programas sociais à segurança

Neri Vitor Eich, da Agência Estado,

27 de março de 2008 | 16h50

O diretor de Relações Institucionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marco Antonio Guarita, destacou, em entrevista sobre a pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quinta-feira, 27, que o levantamento registrou melhora na avaliação em relação às oito áreas de atuação do governo Lula abordadas pelos entrevistadores. Veja também:  Economia faz disparar popularidade de Lula  48% acham a reforma tributária importante  1) A aprovação ao governo no combate à fome e à pobreza subiu de 57%, registrados em dezembro passado, para 62%, enquanto que o total dos que desaprovam a atuação do governo nessas áreas caiu de 41% para 35%; 2) os programas sociais nas áreas de saúde e educação teve aprovação de 60%, ante 53% na de dezembro, e a desaprovação reduziu-se de 45% para 37%; 3) a atuação governamental na área de segurança pública, que em dezembro tinha a aprovação de 32%, agora é vista positivamente por 40%, ao mesmo tempo em que a parcela da população que desaprova essa política caiu de 66%, em dezembro, para 56%; 4) no combate à inflação, a administração federal conta agora com a aprovação de 51%, segundo a sondagem, ante 44% que a aprovavam em dezembro, e o índice dos que a rejeitam caiu de 49% para 43%; 5) a avaliação da política em relação às taxas de juros, embora continue negativa - 53% a desaprovam, e 39% a aprovam -, evoluiu favoravelmente ao governo: em dezembro, o índice de brasileiros que a aprovavam era de 32%, e o de pessoas que a desaprovavam era de 59%; 6) no combate ao desemprego, o governo conta com seu melhor índice de aprovação, que subiu 14 pontos porcentuais: era de 47% em dezembro e aumentou para 55%, enquanto a parcela dos que o desaprovam caiu de 51% para 41%; 7) em relação aos impostos, a população, de acordo com a sondagem, continua insatisfeita: 60% desaprovam a política do governo, mas em dezembro eram 69%, e o total dos entrevistados que disseram aprová-la aumentou de 26% para 35%; 8) por último, aumentou também a aprovação à política do governo para o meio ambiente: de 50% para 60%, enquanto os que a desaprovam, que eram 44% em dezembro, são agora 34%. Marco Antonio Guarita, assim como o consultor Amauri Teixeira, insistiram na avaliação de que esses índices se devem "à força dos resultados da economia" e à percepção que a população está tendo de notícias favoráveis. Teixeira destacou, por exemplo, que a queda na desaprovação à carga de impostos e o aumento no porcentual dos que a aprovam se deve "ao noticiário sobre a possibilidade de uma reforma tributária". Guarita, por sua vez, admitiu que, embora não tenha sido abordada na pesquisa a extinção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), esse é um ponto que também "deve ter contribuído" para a avaliação positiva.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.