Avaliação do governo Lula piora, diz pesquisa CNI/Ibope

A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva piorou no início de seu segundo mandato, mas ainda se encontra num nível relativamente alto, mostrou nesta quinta-feira, 12, pesquisa Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).O novo levantamento sai dois dias depois de pesquisa CNT/Sensus, segundo a qual, apesar de grande parte dos brasileiros atribuir ao governo a culpa pela crise aérea, houve crescimento da aprovação ao governo (49,58%) e à figura de Lula (63,7%).Na pesquisa divulgada nesta quinta-feira, a avaliação ótima ou boa caiu para 49% neste mês, ante 57% em dezembro, enquanto a ruim ou péssima subiu para 16%, ante 13%. A avaliação regular também aumentou - para 33% ante 28%. A margem de erro da sondagem é de dois pontos percentuais."O resultado mostra que o presidente Lula e o governo continuam com indicadores de aprovação bastante elevados. Caiu porque os números de dezembro estavam inflados pelo final da campanha eleitoral, resultado da movimentação da economia no final do ano", disse a jornalistas Marco Antonio Guarita, diretor de Operações da CNI."Houve uma acomodação e o cenário volta a ser parecido com o registrado em setembro, antes das eleições", acrescentou Guarita. Segundo a pesquisa, o número dos que confiam no presidente caiu para 62%, ante 68%, enquanto os que não confiam aumentaram para 34%, em relação aos 28% de dezembro.A nota média - considerada as respostas de zero a dez - passou para 6,7%, número muito parecido com os 6,8% de março de 2003, início do primeiro mandato. Em dezembro, a nota foi 7,0, nível mais alto alcançado por Lula. O Ibope entrevistou 2.002 pessoas entre os dias 28 de março e 2 de abril, em 140 municípios do País.A aprovação ao governo Lula no combate à fome e à pobreza caiu de 67% em setembro para 53% neste mês. Também houve queda na aprovação aos programas sociais nas áreas de saúde e educação, que passou de 58% em setembro para 52% em abril.Na área de segurança pública, ao contrário, houve uma melhora na avaliação do governo, de acordo com a pesquisa. Dos entrevistados, 32% acham a ação do governo positiva, contra 27% em setembro.

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