Ueslei Marcelino/Reuters
Ueslei Marcelino/Reuters

Auxiliares de Temer dizem que jantar com sindicalistas não será ato contra Levy

Segundo assessores do vice-presidente, o encontro é um gesto à ala sindicalista do partido, para ouvi-los neste momento de crise e não um movimento pela saída do ministro

ISADORA PERON, O Estado de S. Paulo

09 de setembro de 2015 | 17h49

Brasília - Auxiliares do vice-presidente Michel Temer afirmam que o encontro com cerca de cem integrantes da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), marcado para a noite desta quarta, 9, não irá se transformar em um ato contra o ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

Horas antes do jantar no Palácio do Jaburu, com Temer, a entidade, que é ligada ao PMDB, emitiu um comunicado em que diz que o encontro vai servir para pressionar o vice a se declarar favorável à saída de Levy do cargo.

"Não é possível seguirmos este receituário da equipe econômica que derrotamos nas urnas, mas cujos ideólogos foram guindados ao comando da economia", disse o presidente da CSB, Antonio Neto, integrante da direção nacional do PMDB, no comunicado.

Segundo assessores de Temer, o encontro é um gesto à ala sindicalista do partido, para ouvi-los neste momento de crise e não um movimento pela saída do ministro.

Na semana passada, Levy procurou Temer e a presidente Dilma Rousseff para dizer que estava se sentindo isolado. O governo montou então uma força-tarefa para descartar a possibilidade de o ministro deixar o cargo.

Além de Dilma fazer um desagravo público a Levy, o próprio Temer fez declarações públicas de apoio integral do PMDB à permanência do ministro.

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