Autores de fraudes no PAC vão para o 'inferno', diz Bernardo

Ministro afirma que liberação de dinheiro para o programa não depende de tráfico de influência ou lobby

Renata Veríssimo, da Agência Estado,

24 de junho de 2008 | 11h29

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, afirmou nesta terça-feira, 24, que acha pouco provável que as denúncias sobre desvios de verbas de obras sejam realmente relativas a projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ele disse, em conversa com jornalistas após participar de um compromisso público, que fraudes com dinheiro público são inaceitáveis e que seus autores "vão para o inferno, com certeza".   Segundo o ministro, a liberação de dinheiro para obras do PAC não depende de tráfico de influência ou de lobby, porque os recursos não são contingenciados. Bernardo classificou de "grave" as denúncias de ocorrência de fraudes em licitações de obras públicas.   Bernardo afirmou que não se pode aceitar fraudes em nenhum projeto financiado com verbas públicas. "Principalmente, recursos para habitação e saneamento, que vão beneficiar os mais pobres. Não sei se essas pessoas (autoras das fraudes) vão parar na cadeia, mas, no inferno, com certeza, elas vão parar."   O ministro do Planejamento informou que o governo já acionou a Controladoria Geral da União e a Polícia Federal para investigarem as denúncias. "Fraude é assunto de polícia, é assunto de Justiça. Nós não podemos, de forma nenhuma, pactuar com isso", afirmou, ao sair do III Seminário Internacional sobre Federalismo e Desenvolvimento, organizado pela Associação Brasileira de Municípios (ABM).

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.