Autores africanos de língua portuguesa em debate na USP

Há 12 anos, ocorria o 1º encontro. Nesta segunda, começa oficialmente o 2º Encontro de Professores de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa - Balanços e Perspectivas. E, de terça a quinta, serão três dias de debates, comunicações e cursos dedicados à discussão e à divulgação dessas literaturas. "Toda uma geração foi formada a partir daquele primeiro encontro", afirma Tânia Macedo, professora da Unesp e uma das integrantes da comissão organizadora do evento que ocorre na Universidade de São Paulo (USP). As perspectivas do título do encontro repousam, sobretudo, na forma de transformar em realidade a Lei 10.639, promulgada recentemente, que tornou obrigatório o ensino de cultura e literatura afro-brasileira e africana no ensino médio brasileiro. "Como não há, ainda, muita gente formada em literatura africana, corre-se o risco de a implementação da lei cair no folclórico", explica Tânia. Até sexta-feira, estavam inscritas para o encontro cerca de 400 pessoas - delas, aproximadamente 200 eram professores do ensino médio. Estão previstas 130 comunicações, de estudiosos de autores africanos de todo o País. Ao todo, estarão presentes 11 autores de poesia e ficção de Angola e Moçambique. Os dois autores africanos mais estudados no Brasil - Pepetela, de Angola, e Mia Couto, de Moçambique - não puderam vir, mas serão discutidos fartamente até quinta. Entre os professores universitários, há representantes de universidades moçambicanas, portuguesas, francesas e norte-americanas. A programação completa está no site do encontro.

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